Até que enfim, o sol!
Depois de quase um mês de chuva, chuva e mais chuva, o sol volta a brilhar nesse Brasilzão (pelo menos aqui na minha região, né!?).
Como normalmente me acontece quando pego a estrada, penso muito: música boa, dia limpo, paisagem verdinha, boa companhia, me dão tempo pra refletir em muita coisa enquanto estou dirigindo.
Acabei por pensar em algumas coisas interessantes e fazer uma análise sobre meus últimos anos: minha vida já teve muitas tempestades, enchentes, transbordamentos. Mas o sol sempre voltou a brilhar, com sua bonança, depois que o pior passou.
Durante esse período de lágrimas, eu afoguei muita gente no meu desespero, a correnteza me fez tomar novos caminhos, eu tive que enxergar várias verdades contidas, que transbordaram na minha vida – não queria tomá-las como reais. Mas, na hora da enxurrada, não há quem segure a força das águas e da verdade.
E meu tempo fechado durou longamente: a garoinha constante não me deixava ver claramente, me sentia culpada, muitas vezes errada, completamente perdida. Depois, com o dilúvio que me aconteceu, não teve como não ver as coisas de outro ângulo. Afinal, eu já estava quase que sem nem minha cabeça pra fora, na enchente de verdades e mentiras que me assolou – e tudo veio de mim mesma, para mim mesma, eu assumo! Eu precisava pensar de outra maneira.
Eu tinha que tomar novos rumos, tocar a vida pra frente, me reencontrar em vários aspectos, voltar a dar minhas gargalhadas, ser eu mesma novamente. Meu sol chegou depois do susto, do desastre: ou eu aceitava as mudanças, ou eu continuaria me afogando devagar.
Das decisões que tomei, não sei o que está certo ou errado. Só o tempo dirá. Deixei muita coisa, muitas pessoas para trás e tenho certeza que vou me arrepender de alguns caminhos que tomei – nem tudo pode dar sempre certo.
Quem veio comigo, foi porque não desistiu de mim mesmo. Eu não batalhei por mais ninguém, eu não esperei por mais ninguém – eu lutei foi só por mim mesma, como tinha de ser, desde o princípio.
A vida me vem na medida que eu desejo e mereço: há quase um ano, meu sol brilha todos os dias. Novas portas, novos caminhos, novos sorrisos se abrem todos os dias. E eu estou feliz.
(Agora, eu tô precisando mesmo, é ir pra praiaaaa!!! Não sou muito fã desses momentos introspectivos, mas às vezes acontece... Prometo que não serão muitas vezes!)
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