Divagações, citações, fotos, livros e viagens.
Amigos, família, planos, projetos, música.
Opinião, conversa pra jogar fora, vontade de escrever.

24.3.10

Palavras para se ter em mente

Esse v�deo fez parte da �poca de nossa faculdade. Lembro perfeitamente daquele bem estar que causou, aquele �nimo de saber que t�nhamos a vida inteira pela frente. E eu acredito que ainda temos.

Encontrei o texto original numa revista Sele��es antiga e achei legal saber de onde ele veio. At� ent�o era s� um v�deo da melhor �poca da minha vida. Agora, ele tem uma explica��o. E continua lindo! Veja s� e inspire-se:

"Conselhos de uma palestra que nunca foi feita
(Por Mary Schmich)

A coluna de jornal a seguir, escrita por Mary Schmich no Chicago Tribune em junho de 1997, circulou depois na Internet. Na �poca, o texto foi atribu�do ao escritor Kurt Vonnegut. "Ficaria orgulhoso se essas palavras fossem minhas", disse Vonnegut deleitado.

Para aqueles que estão se formando - ou simplesmente precisam de um lembrete amigo sobre o que � importante na vida - aqui v�o as palavras s�bias de Schmich.

SENHORAS E SENHORES: Usem protetor solar.
Se eu pudesse dar somente uma sugestão para o futuro, seria a do protetor solar. Os benef�cios a longo prazo do uso de protetor foram comprovados pelos cientistas, enquanto o restante de meus conselhos n�o se baseia em nada mais confiável do que minha própria experiência. Aqui v�o eles:
Aproveite a força e a beleza de sua juventude. Ah, esque�a. vocé nunca vai compreender a força e a beleza de sua juventude at� que elas desapare�am. Mas, acredite em mim, em 20 anos vai rever fotos suas e lembrar como tinha uma aparência realmente maravilhosa. vocé n�o � t�o gordo quanto imagina.
N�o se preocupe com o futuro. Ou se preocupe, mas saiba que se preocupar � t�o eficaz quanto tentar resolver uma equa��o de �lgebra por meio da mastiga��o de chicletes. Os verdadeiros problemas podem pegá-lo de surpresa �s quatro da tarde de uma ter�a-feira de folga.
Fa�a diariamente algo que tenha medo.
Cante.
N�o seja descuidado com os sentimentos de outras pessoas. N�o se ligue a pessoas que s�o descuidadas com os seus.
Use fio dental.
Lembre-se dos elogios e esque�a os insultos.
Guarde velhas cartas de amor. Jogue fora velhos extratos banc�rios.
Espreguice-se.
N�o se sinta culpado se n�o sabe o que quer fazer da vida. Algumas das pessoas de 40 anos mais interessantes que conheço ainda n�o sabem o que querem fazer da sua.
Trate bem dos joelhos. vocé vai sentir falta quando n�o puder mais contar com eles.
Talvez vocé se case, talvez n�o. Talvez tenha filhos, talvez n�o. Talvez se divorcie aos 40 anos, talvez dance funk em seu 75� aniversário de casamento. Aconte�a o que acontecer, n�o se congratule ou recrimine demais. Suas escolhas têm 50% de chance, como as de todas as pessoas.
Dance.
Leia as instruções, mesmo que n�o as siga. N�o leia revistas de beleza. V�o apenas faz�-lo sentir-se feio.
Conheça bem seus pais. Nunca se sabe quando eles v�o partir.
Seja am�vel com seus irmãos. Eles s�o o melhor dos elos com seu passado e as pessoas que provavelmente ficar�o ligadas a vocé.
Compreenda que os amigos vêm e v�o, mas que com alguns poucos, mais valiosos, vocé deve ficar. Quanto mais velho, mais vai precisar de pessoas que o conheceram na juventude.
Viaje.
Aceite essas verdades básicas: os pre�os v�o subir. Os políticos v�o prevaricar. vocé tamb�m vai ficar velho. E vai fantasiar que, quando era jovem, os pre�os eram razoáveis, os políticos eram nobres e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
N�o espere que alguém v� sustentá-lo. Talvez vocé tenha um bom patrim�nio. Talvez tenha um c�njuge abastado. Mas nunca se sabe quando um deles vai desaparecer. N�o mude o cabelo o tempo todo ou, quando tiver 40 anos, parecer� ter 85.
Tome cuidado com os conselhos que acata, porém seja paciente com aqueles que os d�o. Aconselhar � uma forma de nostalgia. Dar conselhos � como pescar o passado do lixo, espan�-lo e o reciclar.
Mas confie no que eu disse sobre protetores solares."

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19.9.09

Lista de prioridades

"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 li��es que a vida me ensinou. � a coluna mais requisitada que eu j� escrevi. Meu tax�metro chegou aos 90 em agosto, ent�o aqui est� a coluna mais uma vez:

1. A vida n�o � justa, mas ainda � boa.
2. Quando estiver em d�vida, apenas d� o prôximo pequeno passo.
3. A vida � muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho n�o vai cuidar de vocé quando vocé adoecer. Seus amigos e seus pais v�o. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cart�o de cr�dito todo m�s.
6. vocé n�o tem que vencer todo argumento. Concorde para descordar.
7. Chore com alguém. � mais curador do que chorar sozinho.
8. Est� tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro sal�rio.
10. Quando se trata de chocolate, resistência � em v�o.
11. Sele a paz com seu passado para que ele n�o estrague seu presente.
12. Est� tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. N�o compare sua vida com a dos outros. vocé n�o tem ideia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, vocé n�o deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas n�o se preocupe: Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfa�a de tudo que n�o � �til, bonito e prazeroso.
18. O que n�o te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca � tarde demais para se ter uma infência feliz. Mas a segunda s� depende de vocé e mais ningu�m.
20. Quando se trata de ir atr�s do que vocé ama na vida, n�o aceite n�o como resposta.
21. Acenda velas, coloque os len��is bonitos, use a lingerie elegante. N�o guarde para uma ocasi�o especial. Hoje � especial.
22. Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela mar�.
23. Seja exc�ntrico agora, n�o espere ficar velho para usar roxo.
24. O �rg�o sexual mais importante � o c�rebro.
25. Ningu�m � respons�vel pela sua felicidade al�m de vocé.
26. Encare cada chamado "desastre" com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de vocé n�o � da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. D� tempo.
31. Indepedentemente se a situa��o � boa ou ruim, ir� mudar.
32. N�o se leve t�o a s�rio. Ningu�m mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Deus �, n�o pelo o que vocé fez ou deixou de fazer.
35. N�o fa�a auditoria de sua vida. Apare�a e fa�a o melhor dela agora.
36. Envelhecer � melhor do que a alternativa de morrer jovem.
37. Seus filhos s� têm uma infência.
38. Tudo o que realmente importa no final � que vocé amou.
39. V� para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogassemos nossos problemas em uma pilha e v�ssemos os de todo mundo, pegar�amos os nossos de volta.
41. Inveja � perda de tempo. vocé j� tem tudo o que precisa.
42. O melhor est� por vir.
43. N�o importa como vc se sinta. Levante, se vista e apare�a.
44. Produza.
45. A vida n�o vem embrulhada em um la�o, mas ainda � um presente!!!"

Escrito por Regina Brett, 90 anos.

Recebi da querida Keyrina, por email. Adorei e publiquei! ;)

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20.5.09

Ela tem 120 anos

E continua linda de morrer!

Ontem foi aniversário dela e infelizmente, n�o pude estar presente nas comemora��es.

Mas fica meu amor aqui e a vontade de rev�-la.

Torre Eifel, eu ainda vou te apresentar minha m�e!

Je t�aime!

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2.1.09

"O que uns olhos têm que outros n�o têm? O que um sorriso tem que outros n�o têm?"

Diz o personagem Paulo, interpretado por Paulo Jos�, no filme Todas as Mulheres do Mundo, quando v� a personagem Maria Alice, de Leila Diniz, na primeira cena do filme, saindo do mar com seu sorriso que marcou �poca.

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23.8.08

Procura da Poesia

Carlos Drummond de Andrade

N�o fa�as versos sobre acontecimentos.
N�o há cria��o nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida � um sol est�tico,
n�o aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais n�o contam.
N�o fa�as poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confort�vel corpo, t�o infenso � efus�o l�rica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
s�o indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equ�voco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda n�o � poesia.

N�o cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto n�o � o movimento das m�quinas nem o segredo das casas.
N�o � música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto � linha de espuma.

O canto n�o � a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperan�a nada significam.
A poesia (n�o tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

N�o dramatizes, n�o invoques,
n�o indagues. N�o percas tempo em mentir.
N�o te aborre�as.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abus�es, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, � algo imprest�vel.

N�o recomponhas
tua sepultada e merenc�ria infência.
N�o osciles entre o espelho e a
mem�ria em dissipa��o.
Que se dissipou, n�o era poesia.
Que se partiu, cristal n�o era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
L� estão os poemas que esperam ser escritos.
Est�o paralisados, mas n�o há desespero,
há calma e frescura na superf�cie intata.
Ei-los s�s e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrev�-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
N�o forces o poema a desprender-se do limbo.
N�o colhas no cháo o poema que se perdeu.
N�o adules o poema. Aceita-o
como ele aceitar� sua forma definitiva e concentrada
no espa�o.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terr�vel, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda �midas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícel e se transformam em desprezo.

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6.8.08

N'est pas facile



Trailes do filme que conta a história da mocinha Branca de Neve ap�s o casamento com o pr�ncipe que a ressuscitou com um beijo. Mas parece que as coisas entre o casal n�o v�o t�o bem como diz o tal "felizes para sempre".

J'aime le sarcasme fran�ais.

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4.8.08

Dan�ar pra espairecer!

O que eu queria mesmo era me esbaldar numa gafieira, p�r todos os meus dem�nios pra fora dan�ando muito, me divertindo mais ainda, admirando aqueles maravilhosos dan�arinos que temos no Brasil.

Participar de um desses bailes do Rio de Janeiro, como os que a Orquestra Imperial faz: tem gente boa demais cantando samba, MPB, aquelas músicas deliciosas de sal�o � todo aquele tipo de música "de raiz", do Brasil.

Como, por enquanto, eles n�o vêm pra c�, vamos ouvindo suas músicas aqui. DIVINAS! Conheça mais dessa turma �tima, aqui.

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8.7.08

Como se nada fosse


A partir desta quarta-feira, 9, ser� poss�vel escutar na �ntegra o novo CD de Carla Bruni atrav�s de seu site oficial. O lançamento do disco est� marcado para a prôxima sexta, mas poder� ser ouvido na internet at� 21 de julho.

Ser� que ela vai cantar em franc�s (tomara!) ou em ingl�s? De qualquer forma, vai ser uma delícia ouvi-la cantar � como sempre!

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22.6.08

A cor amarela



Caetano Veloso est� com um novo projeto em andamento: "Obra em Progresso" s�o shows semanais no Rio de Janeiro, onde toca músicas j� conhecidas e pelo menos 6 in�ditas (dentre elas, "A cor amarela"), junto com Pedro S�, guitarrista; Marcelo Callado, baterista; e Ricardo Dias Gomes, baixista.

A banda se formou quando Caetano gravou o CD C� e por isso, a intitula "Banda C�". Ele diz que seu sucesso com sons atuais se deve muito aos m�sicos que o acompanham, jovens e atuais � em sintonia com que o p�blico antenado de hoje em dia quer ouvir.

No projeto, Caetano comenta sobre temas atuais, conversa com o p�blico e canta músicas antigas suas que fa�am referência aos temas. Al�m disso, tocam as novas músicas e que provavelmente estar�o em seu novo CD. O intuito aqui � que o p�blico conheça as músicas antes mesmo de lan�ar o CD. A id�ia � boa e completamente relativa � divulga��o via internet. Eu estou fazendo minha parte, porque adorei! ;)

Para ler mais, clique aqui!

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19.5.08

"Viver ou morrer � o de menos
A vida inteira pode ser qualquer momento
Ser feliz ou n�o, questão de talento."

(Leve, de Iara Renn� e Alice Ruiz, cantada por Ney Matogrosso em seu novo espet�culo Inclass�fic�veis)

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17.4.08

Cr�nica de Amor

Ningu�m ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem. Caso contr�rio, os honestos, os simp�ticos e n�o-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo � porta. O amor n�o � chegado a fazer contas, n�o obedece a raz�o.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjun��o estelar. Ningu�m ama outra pessoa porque ela � educada, veste-se bem e � f� do Caetano. Isso s�o s� referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe d�, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

vocé ama aquela petulante. vocé escreveu d�zias de cartas que ela n�o respondeu, vocé deu flores que ela deixou a seco. vocé gosta de rock e ela de chorinho, vocé gosta de praia e ela tem alergia a sol, vocé abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no �dio vocés combinam. Ent�o?

Ent�o que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela � mais viciante do que LSD, vocé adora brigar com ela e ela adora implicar com vocé. Isso tem nome.

vocé ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e n�o liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no arm�rio. Ele n�o emplaca uma semana nos empregos, est� sempre duro, e � meio galinha. Ele n�o tem a menor voca��o para pr�ncipe encantado, e ainda assim vocé n�o consegue despachá-lo.

Quando a m�o dele toca na sua nuca, vocé derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que vocé ama este cara?

N�o me pergunte. vocé � inteligente. L� livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes os irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa com�dia rom�ntica tamb�m tem o seu valor.

� bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto � imbat�vel. vocé tem bom humor, n�o pega no p� de ningu�m e adora sexo. Com um curr�culo desse, criatura, por que diabo est� sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor n�o fosse um sentimento, mas uma equa��o matem�tica: Eu linda + vocé inteligente = dois apaixonados.

N�o funciona assim.

Amar n�o requer conhecimento pr�vio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefin�vel. Honestos existem aos milhares, generosos tem �s pencas, bons motoristas e bons pais de família, t� assim, �!

Mas ningu�m consegue ser do jeito que o amor da sua vida �!

Roberto Freire

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31.3.08

O amor

Um dia, quem sabe,
Ela que tamb�m gostava de bichos,
apare�a numa alameda do zoo,
sorridente,
tal como agora est� no retrato sobre a mesa.
Ela � t�o bela, que por certo, háo de ressuscit�-la
Vosso Trig�simo s�culo ultrapassar� o exame de mil nadas,
que dilaceravam o cora��o.
Ent�o, de todo amor n�o terminado
seremos pagos em enumer�veis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo cotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja s� por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver at� o fim que me cabe!
Para que o amor n�o seja mais escravos de casamentos, concupiscência, sal�rios.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se v� pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
n�o vos seja chorado, mendigado.
E que ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o universo;
a m�e,
pelo menos a terra.

Vladimir Mayakovsky, 1923

(Copiei daqui - um blog mais do que lindo!)

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23.3.08

Ora��o de Chico Xavier

Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo de alguns valores t�o esquisitos que permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre � t�o alegre;
Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida �, em muitos momentos, uma li��o difícel de ser aprendida;
Que eu permane�a com a vontade de ter grandes amigos(as), mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles(as) v�o indo embora de nossas vidas;
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas s�o incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios s�o inúmeros ao longo do caminho;
Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar n�o � sentimento de posse, � sentimento de doa��o;
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos;
Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda s�o ingredientes t�o fortes quanto o sucesso e a alegria;

Que eu atenda sempre mais � minha intui��o, que sinaliza o que de mais aut�ntico possuo;
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justi�a, mesmo em meio � turbulência dos interesses;
Que eu n�o perca o meu forte abra�o, e o distribua sempre;
Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo que as l�grimas tamb�m brotam dos meus olhos;
Que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia;
Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribui��o no mundo � pequena;

E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudan�as n�o ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!

Chico Xavier

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1.3.08

Conselho

Fale de seus sentimentos, tome decisão, se alimente corretamente...

Se n�o quiser adoecer - "Tome decisão".
A pessoa indecisa pernamenece na d�vida, na ansiedade, na ang�stia. A indecisão acumula problemas, preocupa��es, agress�es. A história humana � feita de decis�es. Para decidir � preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas s�o v�timas de doenças nervosas, g�stricas e problemas de pele.

Se n�o quiser adoecer - "Busque solu��es".
Pessoas negativas n�o enxergam solu��es e aumentam os problemas. Preferem a lamenta��o, a murmura��o, o pessimismo. Melhor � acender o f�sforo que lamentar a escurid�o. Pequena � a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se n�o quiser adoecer - "N�o viva de aparências".
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impress�o que est� bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc, est� acumulando toneladas de peso. Uma est�tua de bronze, mas com p�s de barro. Nada pior para a sa�de que viver de aparência e fachadas. S�o pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino � a farm�cia, o hospital, a dor.

Se n�o quiser adoecer - "Aceite-se".
A rejei��o de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser vocé mesmo � o n�cleo de uma vida saudável. Os que n�o se aceitam s�o invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas � sabedoria, bom senso e terapia.

Se n�o quiser adoecer - "Confie".
Quem n�o confia n�o se comunica, n�o se abre, n�o se relaciona, n�o cria liames profundos, n�o sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confian�a, n�o há relacionamento. A desconfian�a � falta de f� em si, nos outros e em Deus.

Se n�o quiser adoecer - "N�o viva sempre triste".
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a sa�de e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria � sa�de e terapia.

Dr. Dr�uzio Varela

(E eu preciso aprender MUITO na vida ainda...)

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4.2.08

Cadê o carnaval?

Quem te viu, quem te v�
Chico Buarque/1966

vocé era a mais bonita das cabrochas dessa ala
vocé era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua
Suas noites s�o de gala, nosso samba ainda � na rua

Hoje o samba saiu procurando vocé
Quem te viu, quem te v�
Quem n�o a conhece n�o pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece n�o pode reconhecer

Quando o samba começava, vocé era a mais brilhante
E se a gente se cansava, vocé s� seguia adiante
Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado
vocé s� d� chá dan�ante onde eu n�o sou convidado

Hoje o samba saiu procurando vocé
Quem te viu, quem te v�
Quem n�o a conhece n�o pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece n�o pode reconhecer

O meu samba se marcava na cadência dos seus passos
O meu sono se embalava no carinho dos seus bra�os
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu port�o
Pra lembrar que sobra espa�o no barraco e no cord�o

Hoje o samba saiu procurando vocé
Quem te viu, quem te v�
Quem n�o a conhece n�o pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece n�o pode reconhecer

Todo ano eu lhe fazia uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse
Eu n�o sei bem com certeza porque foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia

Hoje o samba saiu procurando vocé
Quem te viu, quem te v�
Quem n�o a conhece n�o pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece n�o pode reconhecer

Hoje eu vou sambar na pista, vocé vai de galeria
Quero que vocé assista na mais fina companhia
Se vocé sentir saudade, por favor n�o d� na vista
Bate palmas com vontade, faz de conta que � turista

Hoje o samba saiu procurando vocé
Quem te viu, quem te v�
Quem n�o a conhece n�o pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece n�o pode reconhecer

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20.1.08

Recorte

"vocé se lembra de quando descobriu que a amava?", pergunto antes de me despedir. "N�o... Na verdade, n�o houve um momento xis, uma epifania. Nossa rela��o n�o possui uma origem, como algo que contivesse tudo que veio depois. Sandra pertence � ordem do tempo, dura comigo no tempo. Por que � ela? Porque foi sendo. O amor � um neg�cio muito arbitr�rio. N�o existe aquilo de 'fulano nasceu para beltrana'. O amor, �s vezes, � apenas um disparate."

(Trecho de entrevista de Nuno Ramos, um dos mais criativos e irriquietos artistas brasileiros, pintor, escultor, desenhista, compositor e escritor, concedida a Armando Antenore, sobre sua mulher, na Revista Bravo, edi��o janeiro/2008.)

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21.12.07

Eu amo Van Gogh!

Ao lado da prefeitura de Amsterdam, na Waterlooplein, há um Mercado de Pulgas, onde vocé encontra de tudo um pouco: roupas usadas, acess�rios para bicicletas, roupas militares antigas, aparelhos eletr�nicos (roubados?), maconha e seus derivados, chap�us, artesanato, arte... Dentre as v�rias banquinhas, nos deparamos com esta que vende camisetas, batas, regatas tendo como estampas obras de arte. Fiquei alucinada! L I N D A S!!! (E novas!)

Como n�o podia deixar de ser, depois de ter visitado o Museu de Van Gogh e sendo sempre apaixonada por ele, comprei a camiseta com minha pintura preferida � que j� pulou em minhas mãos mais de uma vez, nos acasos da vida. Na �poca da faculdade, nas aulas de arte, j� fiz uma "c�pia", com minhas próprias mãos e capacidade art�sitica da pintura (gra�as a Deus ele se perdeu por algum lugar desconhecido, j� que n�o era de grande qualidade...). Veja qual �:


A pintura de �leo sobre tela, �ris, feita em maio de 1889, em Saint-R�my - Fran�a, quando Van Gogh estava no sanat�rio. Um pouco de sua história, traduzida daqui:

Em maio de 1889, depois de epis�dios de auto-mutila��o e hospitaliza��es, Vincent van Gogh escolheu exilar-se num "asilo" em Saint-R�my, na Fran�a. L�, no �ltimo ano antes de sua morte, ele produziu cerca de 130 pinturas. Na primeira semana, ele come�ou com Irises (�ris � que em tradu��o ao p� da letra, quer dizer Diafragmas, al�m de �ris, a flor), tendo como inspira��o a natureza do jardim do asilo. A composi��o recortada, dividida em grandes �reas de cores v�vidas, com monumentais flores de �ris transbordando os limites do quadro, foi provavelmente influenciada pela decora��o padronizada das impress�es japonesas feitas em madeira.

N�o há desenhos conhecidos feitos para essa pintura; o próprio Van Gogh considerou a pintura um estudo. Seu irm�o, Theo, rapidamente reconheceu a qualidade da arte e a apresentou no Salon des Ind�pendants, em setembro de 1889. Da exposi��o, ele escreveu a Vincent: "[A pintura] atinge o olhar de longe. Trata-se de um belo estudo cheio de ar e de vida".

Cada uma das pinturas de Van Gogh com flores de �ris � �nica. Ele estudou cuidadosamente os seus movimentos e formas para criar uma grande variedade de silhuetas curvas, delimitadas pelas linhas onduladas, torcidas e curvas. O primeiro propriet�rio da pintura, o cr�tico de arte franc�s Octave Mirbeau, tamb�m um dos primeiros defensores de Van Gogh, escreveu: "Como ele compreendeu bem a natureza delicada das flores!"

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10.12.07

Cart�o de Boas Festas

Começam a chegar os cart�es de fim de ano.
Ent�o, vamos entrar no clima, copiando o que recebi em num cart�o:


"Se for pra esquentar, que seja o sol;
Se for pra enganar, que seja o estêmago;
Se for pra chorar, que seja de alegria;
Se for pra mentir, que seja a idade;
Se for pra roubar, que roube um beijo;
Se for pra perder, que seja o medo;
Se for pra cair, que seja na gandaia;
Se existir guerra, que seja de travesseiros;
Se existir fome, que seja de amor;
Se for pra ser feliz, que seja o tempo todo!"

Mario Quintana

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1.12.07

Ai, ai...

Diana Krall no parque Villa-Lobos

A pianista e cantora Diana Krall, considerada uma das mais importantes referências do jazz moderno, vai realizar um show gratuito neste domingo no parque Villa-Lobos, em São Paulo, a partir das 10 horas da manhã. A canadense � a principal atra��o do Telef�nica Open Jazz, sendo que a Banda Mantiqueira e a Traditional Jazz Band far�o a abertura do evento.
A iniciativa pretende popularizar o jazz, g�nero musical pouco difundido entre os brasileiros. A id�ia � proporcionar entretenimento diferenciado e de qualidade, com entrada gratuita.

Servi�o
Data: 02.12, a partir das 10h
Local: Parque Villa-Lobos, em São Paulo (entrada franca) - Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001

Abertura do parque: 7h
:: Recomenda-se levar lanche, �gua e protetor solar;
:: � proibido o consumo de bebida alcoólica dentro do parque;
:: Estacionamento: Bols�es de estacionamento do parque e ruas ao redor onde o estacionamento � liberado.

Como eu � e grande parte dos mortais que gostam desta mocinha � n�o estarei em São Paulo amanhã para v�-la, vou s� deixar um sonzinho show de bola da mulher que � um arraso no piano e na voz do jazz, para o nosso fim-de-semana!

Se tiver a oportunidade, v�! N�o podemos esquecer que o Parque Villa Lobos em si j� vale o passeio! Ouvindo jazz ent�o... ;)


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8.11.07

Torne-se exemplo da anormalidade!

Via email, recebi da tia Kika o �timo texto abaixo e confesso: a mediocridade pra mim, � se tornar normal � viver dentro de normas e regras que vocé mesmo se imp�e e atrav�s delas, ter a capacidade de perder seu precioso tempo a julgar os outros.

V� viver! Fuja da normose! Quebre suas regras!
Ser igual a todo mundo � uma chatice...

Concorde comigo e com Marta Medeiros:

NORMOSE

Lendo uma entrevista do professor Herm�genes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano est� sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padr�o. S� que o padr�o propagado n�o � exatamente fácil de alcan�ar. O sujeito �normal� � magro, alegre, belo, soci�vel, e bem-sucedido.

Quem n�o se �normaliza� acaba adoecendo. A ang�stia de n�o ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depress�es, s�ndromes do p�nico e outras manifesta��es de n�o enquadramento. A pergunta a ser feita �: quem espera o qu� de nós? Quem s�o esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles n�o existem. Nenhum Jo�o, Z� ou Ana bate � sua porta exigindo que vocé seja assim ou assado. Quem nos exige � uma coletividade abstrata que ganha �presença� atrav�s de modelos de comportamento amplamente divulgados. S� que n�o existe lei que obrigue vocé a ser do mesmo jeito que todos, seja l� quem for todos. Melhor se preocupar em ser vocé mesmo.

A normose n�o � brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-deprecia��o e a �nsia de querer o que n�o se precisa. vocé precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por m�s? Pesar quantos quilos at� o ver�o chegar?

N�o � necess�rio fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fict�cias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que vocé mais admira: n�o s�o as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu �normal� e jogaram fora a f�rmula, n�o patentearam, n�o passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. N�o adianta querer tomar para si as ilus�es e desejos dos outros. � fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu n�o sou filiada, seguidora, fiel, ou disc�pula de nenhuma religi�o ou cren�a, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obst�culos mentais e emocionais, e a viver de forma mais �ntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose est� doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais aut�nticos e felizes.

Martha Medeiros
05.08.07
Jornal Zero Hora - Porto Alegre - RS

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4.11.07

vocé � elegante?

Talvez o texto ajude a fazer vocé começar sua semana de uma forma diferente, com outros olhos:

A ELEG�NCIA DO COMPORTAMENTO

Existe uma coisa difícel de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. � um dom que vai muito al�m do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples 'obrigado' diante de uma gentileza.

� a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã at� a hora de dormir e que se manifesta nas situa��es mais prosaicas, quando n�o há festa alguma nem fot�grafos por perto.

� uma elegância desobrigada. � poss�vel detect�-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

� poss�vel detect�-la nas pessoas que n�o usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque n�o sentem prazer em humilhar os outros. � poss�vel detect�-la em pessoas pontuais.

Elegante � quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, � quem presenteia fora das datas festivas, � quem cumpre o que promete e, ao receber uma liga��o, n�o recomenda � secret�ria que pergunte antes quem est� falando e s� depois manda dizer se est� ou n�o est�.

Oferecer flores � sempre elegante. � elegante n�o ficar espa�oso demais. � elegante vocé fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que vocé teve que se arrebentar para o fazer. Por�m, � elegante reconhecer o esfor�o, a amizade e as qualidades dos outros.

� elegante n�o mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. � muito elegante n�o falar de dinheiro em bate-papos informais. � elegante retribuir carinho e solidariedade. � elegante o silêncio, diante de uma rejei��o.

Sobrenome, j�ias e nariz empinado n�o substituem a elegância do gesto. N�o há livro que ensine alguém a ter uma vis�o generosa do mundo, a estar nele de uma forma n�o arrogante.

� elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens. Abrir a porta para alguém � muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar � muito elegante.

Sorrir sempre � muito elegante e faz um bem danado para a alma. Oferecer ajuda � muito elegante. Olhar nos olhos, ao conversar � essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observa��o, mas tentar imit�-la � improdutivo. A sa�da � desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social.

Se os amigos n�o merecem uma certa cordialidade, os desafetos � que n�o ir�o desfrut�-la.

(Adapta��o de trecho do livro "Educa��o Enferruja por Falta de Uso" do pintor p�s-impressionista franc�s Toulouse-Lautrec - 1864-1901)

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10.8.07

Miss Saigon: um musical de propor��es reais

Quarta-feira, dia 8, fomos assistir ao musical Miss Saigon, no Teatro Abril, em São Paulo. O espet�culo conta com aproximadamente 18 m�sicos e 40 atores/cantores/bailarinos e � lindo: uma mistura de �teatro de revista�, com humor, com drama e muito bem estruturado.

Al�m do show que todos os atores/cantores/bailarinos d�o, há ainda o cen�rio magn�fico a ser notado. Casas de bambu, telhados de zinco, bicicletas e lanternas, �rvores e n�ons de bordel. O cen�rio � mutante, usando praticamente sempre as mesmas estruturas, que iluminadas de maneiras diferentes, d�o sentidos completamente diferentes a cada cena, a cada espa�o.

Segundo a sinopse do espet�culo, � sexta-feira � noite em Saigon, instantes antes da queda da cidade e da retirada das �ltimas tropas americanas do Vietnã. Estamos em abril de 1975. � nesse lugar, � beira da derrota militar e conseq�ente retirada americana, que um recruta americano, Chris, se apaixona por uma jovem vietnamita, Kim. Os dois vivem uma esp�cie de amor sem barreiras. Ela começava a trabalhar no bordel do �Engenheiro� (este sim valeu o espet�culo: fazendo o tipo de deboche, cantou, dan�ou, atuou e conquistou a todos que o viram em cena � o melhor artista dentre todos no palco). L�, sempre tentava-se eleger uma �Miss Saigon�, que conseguiria ir embora do Vietnã com um dos soldados americanos, freq�entadores do lugar: realidade imposs�vel.

Chris demonstra o que � ser o americano perfeito: tem princ�pios, se preocupa com Kim, tem consciência (exatamente o que o Tio Sam sempre quer vender pra gente). As juras s�o de uni�o eterna, at� o dia em que a embaixada americana em Saigon � invadida por tropas vietnamitas e todos os soldados s�o evacuados pelo telhado, em helic�pteros (cena fant�stica: com o uso de um tel�o e um som praticamente ensurdecedor das hálices de um helic�ptero, parece que este est� realmente dentro do teatro).

Desesperado, Chris � forçado se separar de sua amada � ele a procura e como n�o encontra, volta para casa. Simples assim: ele se casa com outra e continua sonhando com Kim. Sejamos ir�nicos: que difícel pra ele voltar a encontr�-la, n�o!? Isso mostra claramente o ego�smo dos americanos. A cena em que usam o tel�o para mostrar as milhares de crianças que nasceram depois do fim da guerra, filhas de soldados, � de arrepiar.

Al�m de um espet�culo fabuloso, a história, baseada em fatos reais e inspirada na �pera Madame Butterfly, � de chorar: Chris n�o sabe que deixou Kim gr�vida e esperando-o para o resto da vida. Quando descobre sobre a criança, volta ao Vietnã (v� como seria difícel voltar a procur�-la?). Eles n�o chegam a se encontrar: Kim toma uma decisão tr�gica para convenc�-lo a levar o filho embora para os Estados Unidos.

O musical � Miss Saigon, um dos musicais mais bem-sucedidos do mundo, j� foi encenado em 12 l�nguas diferentes e visto por mais de 33 milháes de pessoas em 25 pa�ses. � um dos musicais mais premiados da história: dez Tony Awards, entre os quais Melhor Musical, Melhor Direção de um Musical, Melhor Coreografia, entre outros. Ganhou tamb�m quatro pr�mios Drama Desk e um Theatre World Award. Depois de mais de uma década em cartaz no West Wend e na Broadway, os brasileiros agora têm a chance de conhecer uma das maiores histórias de amor e luta de todos os tempos.

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16.7.07

A idade de ser feliz

Mário Quintana

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma �poca na vida de cada pessoa em que � poss�vel sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realiz�-los a despeito de todas as dificuldades e obst�culos.

Uma s� idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida � nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores, sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio � mais um convite � luta, que a gente enfrenta com toda disposi��o de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.

Essa idade t�o fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a dura��o do instante que passa.

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10.7.07

Vox Animalorum

(Roberto Pompeu de Toledo)

Em palpos de aranha, j� farto,
ouvindo cobras e lagartos,
engulo sapos, dois a dois,
ponho o carro � frente dos bois,
tento, numa s� cajadada,
pegar dois coelhos � que nada;
trope�o, insisto, arrasto as m�goas
... e dou com os burros n��gua.

No mato, para onde corro,
percebo que estou sem cachorro.
Gato escaldado, mesmo fraco,
prossigo, e ao dar com os macacos
ordeno: �Cada um no seu galho!� �
mas se juntam e me avacalho.
Encaro a cobra e mato � mas qual!
... esque�o de mostrar o pau.

Agora chove, e � em v�o que falo:
�Por favor, tirem o cavalo�.
Aceito o abra�o do urso, vacilo
�s l�grimas do crocodilo.
ouso cantar de galo, e no ato
apanho o mico e pago o pato;
sofro, caio, trombo me aleijo
... enquanto a vaca vai pr�o brejo.

Engulo mosca al�m da conta,
Giro como barata tonta,
e na hora em que a porca torce o rabo,
que vem a ser, ao fim e ao cabo,
a mesma em que a on�a bebe �gua,
atraio a porca e a on�a, afago-as,
apresso-me a fugir de esguela
... mas fica a pulga atr�s da orelha.

Ou�o um tropel. O cháo sacode.
L� vêm: expiat�rios bodes,
criadas cobras, negras ovelhas,
vacas de pres�pio em parelha,
esp�ritos de porco em revoada...
Ganho montaria pr�a escapada:
� cavalo dado, um presente
... mas n�o ag�ento e olho os dentes.

Pronto. Chega de estripolias.
Moral da história, exata e fria:
n�o fosse a bicharada amiga,
como expor as muitas intrigas,
as peripécias e as diss�dias
que fazem parte desta vida?
Dito o qu�, repouso das canseiras
... pensando na morte da bezerra.

(Retirado, ipsis literis, da piau�)

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6.7.07

Fim de semana! Fim de semana!

Sobre o artista
Ant�nio Carlos Nicolielo nasceu na cidade paulista de Nova Europa, em 1948, e hoje mora em Tr�s Rios, MS. Come�ou sua atividade profissional em Bauru - onde estudou Direito - tendo sido chargista político dos jornais Folha do Povo, Jornal da Cidade e Di�rio de Bauru. Em 1970, foi para São Paulo, contratado como chargista político dos jornais Di�rio de São Paulo e Di�rio da Noite. Foi ilustrador e capista da revista Vis�o, ao mesmo tempo em que ilustrava Status e Viaje Bem. Foi premiado na Bulg�ria e escolhido, em 1985, por uma comiss�o editorial europ�ia, como um dos mais importantes caricaturistas do mundo, juntamente com Mill�r Fernandes. Foi chargista e ilustrador da Folha de São Paulo e Folha da Tarde de 1985 a 1992. Tem obras no Museum of History em Bonn, Alemanha; House of Humor de Gabrovo, Bulg�ria; Museum of American Life - Hartford, Estados Unidos; Museum of Cairo - Egito; Museo do Humor de Gal�cia - Espanha. Em 2005, exp�s seus trabalhos na Galeria Lafayette, em Paris, na Fran�a, durante o �Ano Brasileiro na Fran�a�. � artista contratado do Cartoonist & Writers Syndicate e New York Times Syndicate, que distribuem seus trabalhos para mais de 150 jornais no mundo todo. � tamb�m colaborador do jornal The New York Times.

Quando fala de seu trabalho, Nicolielo cita Nietzsche ao dizer que �a arte � um consolo metaf�sico para a existência. Ela � a grande possibilitadora da vida, da vit�ria do homem sobre a crueldade do mundo�.

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28.6.07

Era Doce

Acontece em São Paulo uma exposi��o que me chamou a aten��o: Laerte Agnelli, artista e diretor de arte, paulistano do bairro Ipiranga, inspirou-se no passado para pintar cenas da cidade.

Essa imagem ao lado, me fez lembrar de minha m�e contando de quando era menina e que ela e minha v�, com suas amigas, sa�am daqui do "interior" para ir at� o Mappin tomar o chá das cinco e assistir a desfiles. Bons tempos, e bem diferentes, aqueles...

Al�m desses 12 trabalhos realizados com inspira��o de uma outra �poca, o artista fez ainda 40 guaches, em discos de vinil.

A terra da garoa inspira! E a exposi��o, ainda por cima, � gratuita! At� dia 20 de julho. Saiba mais aqui!

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8.6.07

Bons conselhos




"Don't wait too long" de Madeline Peyroux: a música � uma aula pra viver!

You can cry a million tears
You can wait a million years
If you think that time will change your ways
Don't wait to long

When your morning turns to night
Who'll be loving you by candlelight
If you think that time will change your ways
Don't wait to long

Maybe I got a lot to learn
Time can slip away
Sometimes you got to lose it all
Before you find your way

Take a chance, play your part
Make romance, it might brake your heart
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long

It may rain, it may shine
Love will age like fine red wine
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long

Maybe you and I got a lot to learn
Don't waist another day
Maybe you got to lose it all
Before you find your way

Take a chance, play your part
Make romance, it might brake your heart
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long
Don't wait
Hmm... Don't wait

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13.5.07

"Que beleza, uh! Monobloco!"

A Ju, minha amiga companheira � nos curso de franc�s, nas viagens surgidas do nada, nas baladas e nas cervejinhas, nas histórias da faculdade � n�o podia ter me dado um presente melhor de aniversário: o CD do Monobloco. Desde o dia 9, o CD n�o parou mais de tocar no som do meu carro!

Tem toda uma história por tr�s desse presente. J� conhec�amos, de ouvir falar e por ouvir alguma coisa, essa banda show de bola. No ano passado, calhou de irmos � festa da "Saideira", da cerveja Bohemia, em São Paulo (o que tamb�m compensa cada centavo investido: foi no Moinho Santo Ant�nio e foi mais do que animal! Esse ano tem repeteco, se Deus quiser!) e quem estava tocando l�? Al�m de outras bandas de samba e MPB, o MONOBLOCO!

Surtamos de tanto dan�ar e foi muuuito bom!
Nessa �poca, S�rgio Lorosa (o que est� participando da "Dan�a dos Famosos" do Faust�o agora, mas que � mais conhecido como "Seu Figueirinha", por causa do papel que faz na s�rie "A Diarista") j� n�o estava mais cantando constantemente com a banda. Maaaas, Pedro Lu�s, outro cara fantástico, da banda Pedro Lu�s e a Parede, estava l�, dando o show � parte com o Monobloco, que ele mesmo criou, em 2000. No CD, tem os dois e mais participa��es especiais de Lenine, Fernanda Abreu, e por a� vai....

O Monobloco � uma escola de percuss�o, tocando samba, com todos os instrumentos do estilo musical. S�o v�rios cantores e s�o v�rios m�sicos, que aprendem e tocam, junto com seus professores, músicas conhecidas, da MPB em geral, mas que sempre têm como fundo o som forte da percuss�o, fazendo a gente cantar todas as músicas (porque s�o conhecidas) e dan�ar mais ainda (porque a batida � estimulante). Nada mais brasileiro, nada mais sociabilizante, nada mais dan�ante.

A oficina � no Circo Voador, na Lapa, no Rio de Janeiro.
Mas o CD pode andar o Brasil todo sempre. E n�o sai mais do meu som. E assim que houver oportunidade de show por aqui, eu n�o perco!

O Monobloco � muuuito bom de ouvir, de dan�ar, de se tornar f� do projeto social que ele �!

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11.5.07

Leonardo da Vinci viu muito al�m do seu tempo

�Existem tr�s classes de pessoas: aquelas que v�em, aquelas que v�em quando lhes � mostrado, e aquelas que n�o v�em.� *

Nesse tempo de muito trabalho que passamos em São Paulo, a �nica coisa que deu pra fazer foi visitar a exposi��o sobre as inven��es de Leonardo da Vinci. E que inven��es!

Quando a gente p�ra pra pensar que na �poca dele, n�o havia tecnologia nenhuma para ele imaginar e criar desenhos de um helic�ptero, de asas-delta, de um escafandro, de pontes m�veis e muito mais, a �nica coisa que me pergunto �: o que ele faria nos dias de hoje com um computador em mãos?

�A simplicidade � a sofistica��o máxima.� *

Da Vinci estudou o corpo humano dissecando dezenas de corpos. E desenhou tudo isso: o feio e o bonito; os jovens e os velhos. O homem vitruviano (essa imagem t�o conhecida, que mostra as propor��es exatas do corpo humano), que foi idealizado pelo arquiteto Vitr�vio e desenhado por Leonardo em 1490, � um exemplo da busca pelo perfeito do artista, cientista, engenheiro, arquiteto � enfim, profissional multim�dia. Ele usava as mesmas propor��es para fazer seus desenhos � a t�o famosa Mona Lisa segue esse princ�pio.

Mas, como uma pessoa multi, muitas das suas obras e muitos de seus projetos n�o foram acabados: Da Vinci j� estava pensando em outra coisa a fazer e deixava tudo para tr�s para buscar novas inven��es. S� pode ter sido uma pessoa extremamente ativa e curiosa, pois ele n�o s� pintava, desenhava ou esculpia, mas descobria tudo na prítica, com a m�o na massa.

�O mais nobre prazer � a alegria de compreender.� *

Ele ainda estudou mecanismos para rel�gios, criou muitos instrumentos b�licos (como a catapulta) � alguns catastr�ficos �, e o melhor: inventou v�rios instrumentos musicais completamente diferentes do convencional, como um piano em que vocé pode carreg�-lo e toc�-lo ao mesmo tempo.

Vinci, situada na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre Floren�a e Pisa, era o nome da cidade em que Leonardo nasceu, segundo os textos da exposi��o.

A maior coincidência foi que estivemos na exposi��o no dia 2 de maio, quando fazia exatamente 488 anos que ele havia morrido no Castelo de Cloux, na Fran�a. Foi enterrado na Igreja de S�o Florentino, mas seus restos mortais se perderam durante as guerras religiosas.

O cara era �o cara�! Quem dera ter metade da vis�o de mundo que ele teve � e nem tinha Internet pra pesquisar, hein!?

�Assim como o dia bem empregado traz o bom sono, tamb�m uma vida bem empregada traz uma boa morte.� *

*frases de Leonardo da Vinci.

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8.5.07

Dez coisas para refletir

"Dez coisas que aprendi com o passar tempo. Dez coisas que levei anos para aprender "
(Por Lu�s Fernando Ver�ssimo)

1. Uma pessoa que � boa com vocé, mas grosseira com o gar�om, n�o pode ser uma boa pessoa. (Esta � muito importante. Preste aten��o. Nunca falha.)
2. As pessoas que querem compartilhar as vis�es religiosas delas com vocé, quase nunca querem que vocé compartilhe as suas com elas.
3. Ningu�m liga se vocé n�o sabe dan�ar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo � a fofoca.
5. N�o confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstências, tome um rem�dio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se vocé tivesse que identificar, em uma palavra, a raz�o pela qual a ra�a humana ainda n�o atingiu (e nunca atingir�) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuni�es".
8. H� uma linha muito t�nue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam vocé de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solit�rio construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

(Recebi pelo Orkut. Concordo em g�nero, número e grau com tudo que ele levou tempos para aprender - na verdade, acho que levou tempo para assimilar, j� que a gente sabe de tudo isso mesmo sem saber ou querer saber...)

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22.4.07

Mais poesia em São Paulo

O Museu da L�ngua Portuguesa começa na ter�a-feira uma exposi��o sobre Clarice Lispector - ucraniana, que veio para o Brasil ainda beb�, e que soube muito bem fazer o uso da palavra brasileira.

J� faz 30 anos de sua morte e tamb�m s�o 30 anos desde o lançamento de seu livro mais conhecido: A Hora da Estrela. Segundo mat�ria do Estadêo, no museu, � distência, o que se destaca � o rosto de Clarice Lispector, enorme, lindo, enigm�tico. Ao se aproximar, o visitante vai descobrir que a imagem est� impressa em fil� preto, que revela, olhando bem de perto, frases da escritora.

A estr�ia oficial de Clarice Lispector na literatura ocorreu em 1943, quando, aos 23 anos, ela teve publicado Perto do Cora��o Selvagem, romance que inaugurou uma nova linguagem nas letras brasileiras, na trilha de Virginia Woolf. Mas seu nome j� circulava fazia tempo, especialmente na imprensa, que publicou 16 contos, al�m de outros nunca editados. Em pouco tempo, Clarice estabeleceu novos par�metros para a literatura brasileira.

Al�m da exposi��o, que fica em cartaz at� o dia 2 de setembro, Clarice ser� tamb�m lembrada por um site oficial. A mat�ria do G1 tamb�m est� bem legal e completa!

"Eu escrevo simples, eu n�o enfeito" - diz Clarice Lispector.
Como estarei em São Paulo essa semana, vou fazer de tudo pra dar tempo de ir fazer uma visita � exposi��o: com certeza ela trar� muita inspira��o para este blog! ;)

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PARA SER GRANDE, s� inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
S� todo em cada coisa. P�e quanto �s
No m�nimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

(Ricardo Reis, "vulgo" Fernando Pessoa)

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