Divagações, citações, fotos, livros e viagens.
Amigos, família, planos, projetos, música.
Opinião, conversa pra jogar fora, vontade de escrever.

24.3.10

Palavras para se ter em mente



Esse v�deo fez parte da �poca de nossa faculdade. Lembro perfeitamente daquele bem estar que causou, aquele �nimo de saber que t�nhamos a vida inteira pela frente. E eu acredito que ainda temos.

Encontrei o texto original numa revista Sele��es antiga e achei legal saber de onde ele veio. At� ent�o era s� um v�deo da melhor �poca da minha vida. Agora, ele tem uma explica��o. E continua lindo! Veja s� e inspire-se:

"Conselhos de uma palestra que nunca foi feita
(Por Mary Schmich)

A coluna de jornal a seguir, escrita por Mary Schmich no Chicago Tribune em junho de 1997, circulou depois na Internet. Na �poca, o texto foi atribu�do ao escritor Kurt Vonnegut. "Ficaria orgulhoso se essas palavras fossem minhas", disse Vonnegut deleitado.

Para aqueles que estão se formando - ou simplesmente precisam de um lembrete amigo sobre o que � importante na vida - aqui v�o as palavras s�bias de Schmich.

SENHORAS E SENHORES: Usem protetor solar.
Se eu pudesse dar somente uma sugestão para o futuro, seria a do protetor solar. Os benef�cios a longo prazo do uso de protetor foram comprovados pelos cientistas, enquanto o restante de meus conselhos n�o se baseia em nada mais confiável do que minha própria experiência. Aqui v�o eles:
Aproveite a força e a beleza de sua juventude. Ah, esque�a. vocé nunca vai compreender a força e a beleza de sua juventude at� que elas desapare�am. Mas, acredite em mim, em 20 anos vai rever fotos suas e lembrar como tinha uma aparência realmente maravilhosa. vocé n�o � t�o gordo quanto imagina.
N�o se preocupe com o futuro. Ou se preocupe, mas saiba que se preocupar � t�o eficaz quanto tentar resolver uma equa��o de �lgebra por meio da mastiga��o de chicletes. Os verdadeiros problemas podem pegá-lo de surpresa �s quatro da tarde de uma ter�a-feira de folga.
Fa�a diariamente algo que tenha medo.
Cante.
N�o seja descuidado com os sentimentos de outras pessoas. N�o se ligue a pessoas que s�o descuidadas com os seus.
Use fio dental.
Lembre-se dos elogios e esque�a os insultos.
Guarde velhas cartas de amor. Jogue fora velhos extratos banc�rios.
Espreguice-se.
N�o se sinta culpado se n�o sabe o que quer fazer da vida. Algumas das pessoas de 40 anos mais interessantes que conheço ainda n�o sabem o que querem fazer da sua.
Trate bem dos joelhos. vocé vai sentir falta quando n�o puder mais contar com eles.
Talvez vocé se case, talvez n�o. Talvez tenha filhos, talvez n�o. Talvez se divorcie aos 40 anos, talvez dance funk em seu 75� aniversário de casamento. Aconte�a o que acontecer, n�o se congratule ou recrimine demais. Suas escolhas têm 50% de chance, como as de todas as pessoas.
Dance.
Leia as instruções, mesmo que n�o as siga. N�o leia revistas de beleza. V�o apenas faz�-lo sentir-se feio.
Conheça bem seus pais. Nunca se sabe quando eles v�o partir.
Seja am�vel com seus irmãos. Eles s�o o melhor dos elos com seu passado e as pessoas que provavelmente ficar�o ligadas a vocé.
Compreenda que os amigos vêm e v�o, mas que com alguns poucos, mais valiosos, vocé deve ficar. Quanto mais velho, mais vai precisar de pessoas que o conheceram na juventude.
Viaje.
Aceite essas verdades básicas: os pre�os v�o subir. Os políticos v�o prevaricar. vocé tamb�m vai ficar velho. E vai fantasiar que, quando era jovem, os pre�os eram razoáveis, os políticos eram nobres e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
N�o espere que alguém v� sustentá-lo. Talvez vocé tenha um bom patrim�nio. Talvez tenha um c�njuge abastado. Mas nunca se sabe quando um deles vai desaparecer. N�o mude o cabelo o tempo todo ou, quando tiver 40 anos, parecer� ter 85.
Tome cuidado com os conselhos que acata, porém seja paciente com aqueles que os d�o. Aconselhar � uma forma de nostalgia. Dar conselhos � como pescar o passado do lixo, espan�-lo e o reciclar.
Mas confie no que eu disse sobre protetores solares."

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21.3.10

Consciência

Eu ando convivendo com muita gente diferente uma da outra. Eu ando lendo bastante Reader�s Digest. Eu ando aprendendo a ter cada vez mais gentileza em meu cora��o. Eu ando me preocupando com o lixo que produzimos.

Porque em resposta, eu tenho sorrisos, simples gestos de carinho, muito aprendizado, respeito e bem estar.

Acredito sinceramente que para o mundo ser diferente, somos nós que temos que assumir o compromisso de sermos mais educados, mais pacientes, mais conscientes. Assim, pequenas coisas fazem a grande diferen�a na convivência, no tr�nsito, no sistema.

Eu trabalho com cervejas e o consumo delas faz com que produzamos muito lixo recicl�vel: garrafas de vidro. A gente tenta reutilizar, a gente vende para ferro velho e assim, tento pensar que fa�o uma pequena parte do que � poss�vel para melhorar o planeta.

Veja o v�deo abaixo. vocé vai se animar a tentar fazer algo melhor, conhecendo a realidade consumista dos norte-americanos:



Gentileza, com as pessoas e com o meio ambiente, gera gentileza. E lembre-se: rezar e agradecer � sempre importante! ;)

Ah! Tudo isso � exemplo da minha m�e, seguido � risca.

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17.8.09

Numa cabana com papai

Eu terminei de ler o livro A Cabana em abril, pouco antes de perder minha irm� num acidente de carro. Parece que realmente Deus escreve certo por linhas tortas e que j� estava escrito que ele seria um ponto de apoio pra mim.

Foi emocionante ler a história que se apresenta como ver�dica (eu acredito que seja!) de um pai que perdeu sua filha enquanto eles estavam acampando. A família reunida nas montanhas, dois dos tr�s irmãos tiveram problemas na canoa em que estavam. Enquanto o pai foi socorrer estes dois, um man�aco sequestrou sua ca�ula, que estava desenhando ali perto.

Depois de muito procurarem por ela e de quatro anos passados, ele recebe um bilhete, um convite para se encontrar com Deus, na mesma cabana onde tudo havia acontecido. Sem contar para ningu�m da família (ainda muito abalada e bastante desestruturada), com uma depress�o ainda mal interpretada, ele resolve ir a este encontro para tirar a limpo a brincadeira de mau-gosto. E se surpreende com o que encontra.

Em um mundo t�o cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: Se Deus � t�o poderoso, por que n�o faz nada para amenizar o nosso sofrimento? A história � contada por um amigo, William P. Young, e este autor afirma que ela � real e pede ao leitor para n�o ir adiante quando for contar a história, para deixar a surpresa para cada um que tiver o livro em mãos.

� emocionante! Chorei muito ao l�-lo. E ao mesmo tempo, � reconfortante � ainda mais depois de termos passado por tudo que passamos há pouco tempo. O livro foi muito importante para minha m�e tamb�m. E mesmo que vocé n�o tenha perdido ningu�m querido de forma tr�gica, leia! vocé vai enxergar muitas coisas de outra forma, depois de l�-lo.

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20.5.09

Ela tem 120 anos

E continua linda de morrer!

Ontem foi aniversário dela e infelizmente, n�o pude estar presente nas comemora��es.

Mas fica meu amor aqui e a vontade de rev�-la.

Torre Eifel, eu ainda vou te apresentar minha m�e!

Je t�aime!

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23.4.09

Falta de inspira��o

O m�s est� acabando e eu n�o consegui me sentar pra escrever aqui. Li dois livros, quero escrever sobre a força de uma amiga m�e, falar sobre as grandes amizades que tenho e que estou fazendo.

Mas, n�o consigo me concentrar. N�o ando tendo nem um pouco de tempo pra mim � s� pra mim. Quando tenho, s� durmo.

Muito trabalho, pouca vontade de fazer qualquer outra coisa. Muito cansa�o. Vontade de p�r os pezinhos para cima e n�o fazer nada por uma semana.

Sinto falta de falar sobre as minhas coisas. Adoro cerveja mas, ela tamb�m cansa! ;)

Eu n�o quero abandonar esse blog! Mas ainda n�o consegui me organizar o suficiente. Organizar minha vida, a começar pelo carro, pelo guarda-roupa, pelo sono.

Estou MORRENDO DE SAUDADE de viajar! (Nem que seja at� ali na esquina, mas tendo aquela sensa��o de liberdade e irresponsabilidade que toda viagem d�!)

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10.10.08

O cheiro da manhã

Ultimamente ando acordando entre 6h e 6h30 da manhã. N�o por op��o � eu simplesmente acordo e n�o durmo mais. A cabeça j� fica a mil por hora e eu come�o a trabalhar ainda deitada na cama: fazendo planos, fazendo contas, torcendo pras coisas darem certo.

Depois de umas 3 semanas (ou mais) assim, come�o a conseguir relaxar de novo. Continuo acordando cedo (n�o por op��o, como eu disse): os olhinhos abrem e est� na hora de levantar. Sem choro, nem vela eu tenho que sair da cama. N�o por ter hor�rio, mas porque a manhã me chama.

Sou uma pessoa �do dia�. Trabalho muito bem de manhã, funciono muito bem de manhã. Mas n�o conte comigo no final do dia (a n�o ser, � claro, pra tomar um choppinho). A�, todas as minhas energias j� foram. Nesse sentido, eu e Marcelo somos opostos: ele acorda de mau humor, n�o conversa, nem resolve muita coisa. Eu sou assim principalmente depois do almo�o � quando d� aquela preguiiii�a e que eu j� sei o que me aguarda para o resto do dia, j� que fiz e organizei tudo pela manhã.

Enfim... Falei tudo isso pra chegar ao ponto: me sinto privilegiada em acordar t�o cedo por um aspecto muito importante: eu ADORO o cheiro da manhã. Nessa �poca do ano, menos seca, com chuvas esparsas � mas existentes nessas terras em que vivo �, o cheiro da manhã me lembra outros lugares e tamb�m me lembra daqui, a fazenda onde moro. � um cheiro de ar �mido, quando o sereno da noite ainda n�o se dissipou de todo.

Esse cheiro tamb�m me lembra as viagens que fiz � Europa. Estive l� no outono e no inverno � �pocas �midas naquela regi�o. E toda vez que abro a janela e sinto esse cheiro, aqui na minha casa, me lembro do bem estar que tive em todas essas viagens t�o esclarecedoras, apaziguadoras, rom�nticas, emocionantes e tudo mais de bom.

Com esse cheiro impregnado em mim, come�o meu dia sabendo que tudo no final, d� certo. Porque todas as experiências a que ele me remete, foram assim. Mesmo em dias ruins, em que me enchi do cheiro da manhã, por aqui mesmo, infelizmente cheia tamb�m de outros N motivos ruins, ele me fez bem. Sempre.

Um cheiro pode trazer tantas emo��es assim pra uma pessoa? Pode. vocé n�o imagina o quanto alguns perfumes me lembram baladas antigas, ou alguém, ou outra �poca... Mas o meu cheiro preferido mesmo � esse da manhã: fresquinho e �nico. E que s� temos na primavera e no ver�o. � melhor aproveitar! ;)

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8.10.08

Vai viver!


"�s vezes nós precisamos escapar em direção � solid�o, � falta de ambi��o, dentro das f�rias morais de simplesmente correr riscos, de modo a afiar a vontade de viver, de experimentar a dor, e de ser compelido a buscar desesperadamente um grande momento � n�o importa como."

George Santayana, no ensaio Filosofia de Viagem

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1.10.08

15 minutos




Durante minhas pequenas f�rias, estivemos hospedados em alguns hot�is da rede Ibis. Fotografei o folder que sempre est� em cima da cama quando vocé chega ao quarto, para me lembrar dos 15 minutos de relaxamento que eles sugerem.

Gostaria de conseguir seguir essa nova "filosofia" do nadismo, que andam comentando por a� e que j� tem muitos adeptos mas, eu n�o consigo parar de pensar um minuto em tudo que tenho pra fazer, nas decis�es a tomar, nas coisas ainda a resolver. Eu n�o desligo!

Vamos tentar fazer o relaxamento do Ibis? Acho que isso pode me ajudar bastante. Porque ficar 15 minutos sem fazer absolutamente nada, pra mim � completamente imposs�vel: a cabeça n�o p�ra! Ando acordando cada vez mais cedo, j� com os pensamentos e planos a mil. A ansiedade vem tomando conta de mim...

J� estou com muitas saudades das mordomias de um hotel: mega preguiiii�a de levantar da cama, um livro na cabeceira, boa companhia, mega caf� da manhã. Ai, ai... Quando ser� que vou conseguir desacelerar minha vida?

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24.9.08

Tirar f�rias � um exerc�cio


Tudo bem, tudo bem... Eu tamb�m estava trabalhando enquanto viajava mas, num outro ritmo. Tivemos muitos momentos de "fazer nada", de aproveitar a paisagem e mais: de ter tempo para pensar. Essa foi a parte mais difícel. Conseguir me desligar das responsabilidades, dos planejamentos, do que ainda tenho a fazer.

Al�m disso, olhando para o mar da Praia Mole, em Floripa (nessa foto a� de cima), tive um bom tempo para fazer um balan�o do que foi e do que est� sendo o ano de 2008 pra mim. Eu n�o podia esquecer que talvez essa seja a �ltima viagem que possamos fazer durante um longo per�odo que vem pela frente � novos compromissos com tempos mais apertados estão chegando.

E durante esse momento que devia ser de relaxamento, fiquei tensa em muitos aspectos: tenho muitas coisas ainda n�o resolvidas dentro de mim e � minha volta. A luta pelo sucesso profissional e o reconhecimento quando se trabalha com a família me parece ter um peso triplicado e eu n�o ando feliz com meus resultados.

Durante esse tempo de contempla��o, pensei muito seriamente em virar a mesa e seguir outro rumo. Mas a responsabilidade de uma taurina como eu n�o me deixa abandonar as coisas sem acab�-las por inteiro.

Talvez essas coisas acabem comigo antes de terminarem se eu n�o tomar algumas atitudes. J� que n�o consigo relaxar nem com o mar esplendoroso � minha frente, com suas ondas sempre iguais e sempre diferentes, creio que seja hora de rever meus conceitos.

Pelo jeito, mesmo achando que n�o relaxei o suficiente, as f�rias foram b�rbaras, j� que me fizeram novamente enxergar as coisas pelo lado de fora.

E "vamo que vamo", que eu j� estou no pique total de novo!
Cabeça descansada (ou quase), cora��o a mil!

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8.9.08

Impress�es de uma grande cidade

Av. Paulista com garoa

Estou em São Paulo desde ontem.
Viemos para fazer um curso de uma semana e estou me divertindo nessa cidade que eu adoro. Desligar do dia-a-dia, mesmo que a trabalho, � sempre uma delícia: vocé v� outras coisas, sente outras coisas, vive outras coisas.

Eu ligo minha "vis�o de turista" e acho tudo o máximo.
Estivemos no bairro da Liberdade ontem. Tem uma feira todo domingo por l�, principalmente de comida japonesa. O engra�ado � que o que vocé menos v�, s�o japoneses. Em sua maioria coreanos e chineses tomam conta do bairro, que parece um formigueiro de gente.

Hoje, fizemos uma longa caminhada. Dos 2.400 metros da Av. Paulista, caminhamos 2.000 para chegar ao curso e depois mais 2.000 metros para voltar. Logo pela manhã, aquele friozinho europeu e a gente caminhando na avenida da cidade que n�o p�ra nunca.
Praticamente um outro mundo pra mim e sempre com coisas �timas para perceber, j� que adoro observar costumes que fogem � minha realidade: gente correndo, gente cantando junto com seus iPods, frio....

E pra começar o dia de uma forma completamente diferente MESMO, antes do in�cio do curso, fomos convidados a nos levantar e cantar o Hino Nacional � me senti com 12 anos de novo. H� quanto tempo n�o vejo esse costume ser colocado em prítica! E o melhor: eu ainda sei cantar o hino inteiro!!!

E pensar que ontem foi 7 de setembro... Hoje meu ufanismo voltou.
Principalmente porque eu tive tempo de pensar nele.

A terra da garoa acaba sempre sendo poesia pra mim! ;)

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7.9.08

S� um assunto de boteco

A Revista Bravo (que eu AMO de paix�o!) da edi��o de agosto fez uma compara��o entre nossa literatura e nosso cinema de uma forma muito realista. Atualmente, n�o � a partir de livros que se movem as discuss�es do Brasil. N�o temos mais Machado de Assis, E�a de Queir�s, Jorge Amado e tantos outros que j� nos fizeram muito ricos em conte�do. Al�m de tudo, o tempo � curto, a vontade de ler vem diminuindo. A Internet fez com que o p�blico tivesse tudo muito mais facilitado e "mastigado".

A música tamb�m n�o causa sentimentos de indaga��o ou mesmo amor, como era antigamente. Tom Jobim, Vin�cius de Moraes e tantos outros tamb�m j� nos deixaram. Caetano e Gil talvez ainda fa�am sua parte realmente cultural nesse setor (no caso, oferecer conte�do no que cantam).

Hoje � o cinema quem mexe com o p�blico, quem causa rebuli�os e questionamentos interessantes: Cidade de Deus abriu essas portas; Tropa de Elite causou um estrondo e diversos outros filmes vêm surgindo mostrando a realidade nua e crua desse Brasil. Fic��o e document�rios se fundem. Glauber Rocha iria amar... S� n�o sei se ele conseguiria se adaptar a esse "novo cinema".

Mas, enfim, tudo isso � para levar-nos � questão deste post: uma outra �poca. Tamb�m na Bravo, uma mat�ria nos sugere ir at� o You Tube e procurar por Jayme Ovalle � um bo�mio compositor das antigas que escreveu pouco, n�o teve grande sucesso, mas que era adorado por seus amigos de boemia. Outros tempos... Daqueles em que o mundo girava em torno dos botequins do Rio de Janeiro, em que o importante era se inspirar em longas conversas e muita bebida. Entendam bem: bebida e conte�do com qualidade (ambos!). Ai, que vontade de viver essa �poca da bossa nova...

E foi assim que fui me deparar com o v�deo de Vin�cius falando sobre a tipologia humana que Ovalle criou:



H� exemplos: Chico Buarque � um Dantas � puro e aut�ntico. Ovalle dizia que todos querem ser Dantas, o que torna a associa��o perfeita. Afinal, todos querem ser Chico Buarque. Gilberto Gil � um Par�: veio do Nordeste e se fez. Wagner Moura � um Mozarlesco, por causa do papel que faz atualmente, de Hamlet. Arnaldo Jabor � um On�simo � com sua lucidez cortante e ironias exatas, ele consegue esfriar qualquer ambiente. John Neschling � Kerniano: generoso e competente mas tamb�m indom�vel � ele criou a melhor orquestra brasileira mas, por ter um esp�rito indom�vel, vai deix�-la em 2010 (� o que dizem).

Eu acredito que eu seja do tipo Kerniano � explosiva at� demais. E vocé?

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8.7.08

Rotina



Adorei! � bonito levar as pessoas a verem poesia no que � comum de todos os dias. � o que eu tento fazer pra fazer o meu mundo ficar mais bonito...

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29.6.08

As coisas pelas quais temos que passar

Ultimamente estou tentando ter uma outra postura em rela��o aos acontecimentos � minha volta. Tem gente que me considera ap�tica, tem gente que me considera conformista e, pior de tudo, tem gente que me considera ego�sta. Eu me considero prítica.

Venho passando por desafios maiores do que o imagin�vel. Nunca imaginei que me decepcionaria com pessoas que sempre confiei e considerei essenciais na minha vida. Depois desses �tapas na cara� que andei levando, quase desisti de tudo. Mas pensei bastante nas possibilidades e al�m de achar que se abandonasse todos os meus projetos eu seria uma fraca, tamb�m achei que seria muito mais ego�smo agir assim, do que continuar, mesmo nadando contra a corrente da maioria.

� difícel de explicar e mais ainda de perceber as coisas que na verdade s�o claras como �gua. Venho assistindo �s coisas de um novo �ngulo: resolvi pensar mais em mim e me envolver menos. N�o quero mais ser a fortaleza de ningu�m e muitas vezes me sinto mal por isso, porque gosto de ajudar, porque gosto de me matar pelos outros � e isso � sincero. Mas o que recebo de volta � sempre crítica e v�rios n�os. Sempre.

Meu pai precisou passar por uma outra cirurgia por causa de uma pr�tese que colocou na perna, há quase dois anos. A li��o que eu levo de um acontecimento desses �: ningu�m sabe pelo que tem que passar para aprender o que tem que aprender. Mais humilde, sabendo que depende de outros, meu pai mudou depois dessa �ltima �aventura� no hospital. Bem diferente de quando sofreu o acidente há dois anos atr�s, que o levou a colocar essa pr�tese. Ele conseguiu reconhecer suas fraquezas sem desmerecer ningu�m que estava prôximo a ele, lhe dando a m�o. Ser� que n�o era isso que ele tinha que ter aprendido há dois anos atr�s? Eu n�o sei... Mas me pego pensando a respeito.

Tenho v�rios outros exemplos muito prôximos de mim que me levam a pensar a mesma coisa. As pessoas n�o sabem o que têm que passar para aprenderem o que devem aprender. Se vocé n�o aprende por bem, vai ser por mal. Pode ter certeza.

Tenho medo disso. Acho que estou aprendendo por mal muita coisa que deveria aprender por bem. Ao mesmo tempo, me sinto t�o injusti�ada que tenho medo do que as pessoas que vêm me fazendo t�o mal emocionalmente, ter�o que passar para entenderem que o que eu fa�o realmente � pensando no bem � sendo muito honesta sempre e justa acima de tudo.

A gente n�o sabe o que tem que passar nessa vida. Mas eu digo que culturas enraizadas s�o muito dif�ceis de mudar. Sentimentos conflituosos em rela��o a alguém que se sobressai s�o horr�veis de se lidar (principalmente quando vocé � a pessoa do foco de toda a discuss�o). E eu ainda n�o descobri por que tenho que passar por tudo isso...

Maaaas, nessa bagun�a toda � sentimental, profissional e principalmente familiar �, novos projetos vêm surgindo. Algo mais leve, mas que vai tomar praticamente todo o meu tempo (e isso é bom pra n�o ter tempo de pensar demais em coisas pequenas). E eu e o Marcelo tentamos abrir mais uma porta de possibilidades pra gente. Em breve not�cias oficiais a respeito.

Desculpem-me o sumi�o. ADORO escrever nesse blog. ADORO ter not�cias de minhas amigas. ADORO poder confiar em v�rias pessoas de verdade. Mas, n�o estou tendo tempo. Provavelmente aparecerei mais aos fins de semana e s� pe�o pra quem gosta de mim, pra que tor�a de verdade pelas minhas causas. Quem n�o gosta, fa�a como quiser � porque com certeza eu vou passar pelo que tiver que passar.

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22.6.08

Recados para mim

Coisas que andei lendo e ouvindo neste domingo e que parece que foram diretamente enviadas para mim:

* Como se achar sem nunca se perder?
(De um livro na livraria)

* Quebrar � a chance de reconstruir.
(Propaganda da Nextel)

NADA IMPEDE vocé DE FAZER.
(Propaganda do IG)

� bom pensar nisso! ;)

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12.5.08

Aprendizado

"Depois de algum tempo vocé aprende a diferen�a, a sutil diferen�a entre dar a m�o e acorrentar uma alma. E vocé aprende que amar n�o significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos n�o s�o contratos e presentes n�o s�o promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e de olhos adiante, com a gra�a de um adulto e n�o com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã � incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao v�o.

Depois de um tempo vocé aprende que o Sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que n�o importa o quanto vocé se importe, algumas pessoas simplesmente n�o se importam... E aceita que n�o importa qu�o boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e vocé precisa perdo�-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dor emocional. Descobre que se leva anos para se construir confian�a e alguns segundos para destru�-la, e que vocé pode fazer coisas em um instante, das quais se arrepender� pelo resto da vida. Aprende que n�o temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e vocé podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem mais vocé se importa na vida s�o tomadas de vocé muito depressa � por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas �, pode ser a �ltima vez que as vemos. Aprende que as circunstências e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos respons�veis por nós mesmos. Começa a aprender que n�o se deve comparar com os outros, mas com o melhor que se pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo � curto. Aprende que n�o importa aonde vocé j� chegou, mas aonde est� indo, mas se vocé n�o sabe para onde est� indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou vocé controla seus atos ou eles o controlar�o, e que ser flex�vel n�o significa ser fraco ou n�o ter personalidade, pois n�o importa qu�o delicada e fr�gil seja uma situa��o, sempre existem dois lados. Aprende que her�is s�o pessoas que fizeram o que era necess�rio fazer, enfrentando as conseq�ências. Aprende que paciência requer muita prítica.

Descobre que algumas vezes a pessoa que vocé espera que o chute quando vocé cai � uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com tipos de experiência que se teve e o que vocé aprendeu com elas do que com quantos aniversários vocé j� celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em vocé do que vocé supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos s�o bobagens, e seria uma trag�dia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando est� com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso n�o te d� o direito de ser cruel.

Descobre que s� porque alguém n�o te ama do jeito que vocé quer, n�o significa que esse alguém n�o o ama com tudo o que pode � pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente n�o sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre � suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes vocé tem que aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, vocé ser� em algum momento condenado. Aprende que n�o importa em quantos peda�os seu cora��o foi partido, o mundo n�o p�ra para que vocé o conserte. Aprende que o tempo n�o � algo que se possa voltar para tr�s. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao inv�s de esperar que alguém lhe traga flores.

E vocé aprende que realmente pode suportar, que realmente � forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que n�o pode mais. E que realmente a vida tem valor e que vocé tem valor diante da vida!

Nossas d�vidas s�o traidoras e nos fazem perder o bem que poder�amos conquistar, se n�o fosse o medo de tentar."

(Shakespeare)

Desde sexta-feira come�ou meu ano-novo: agora, tenho 29 anos. Minha proposta para essa nova fase da minha vida � mudar muitos conceitos e formas de enxergar com pr�-julgamentos. At� o momento, parece que vou conseguir!
Afinal, tenho que me cuidar: ano que vem fa�o TRINTA!!!

P.S.: Disseram que esse texto a� de cima � do Shakespeare, quando copiei de algum amigo, há muito tempo atr�s. N�o garanto, nem tenho certeza, ok!?

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18.4.08

Sua vida, sua escolha

Nascestes no lar que precisavas. Vestistes o corpo f�sico que merecias. Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento. Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. Teu ambiente de trabalho � o que elegestes espontaneamente para a tua realiza��o. Teus parentes, amigos s�o as almas que atra�stes, com tua própria afinidade. Portanto, teu destino est� constantemente sob teu controle. Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades s�o a chave de teus atos e atitudes... S�o as fontes de atra��o e repuls�o na tua jornada de vivência. N�o reclames nem te fa�as de v�tima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudan�a est� em tuas mãos. Reprograme tua meta, busque o bem e viver�s melhor. Embora ningu�m possa voltar atr�s e fazer um novo come�o, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim. CHICO XAVIER

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2.4.08

Arrastando-me

Como j� estava previsto, o tempo mudou e al�m de chuvoso, est� esfriando...
Estou praticamente como este mandruv�-cachorro (me disseram que ele tem esse nome por causa do "rabinho" que tem � confira no lado direito da foto), fotografado na fazenda: preguiiiiiiiiiiiii�a...

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28.3.08

Sexta-feira!



A Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu est� fazendo o maior sucesso com o CD com as regrava��es das músicas da Nara Le�o. No programa do Serginho Groisman, no come�o do m�s, ela disse que n�o pensava de maneira alguma em gravar sem a banda e nem tinha a pretens�o de gravar músicas da Nara. Mas foi convencida a faz�-lo. Ainda bem!

Embalada na melodiosa voz dela para essa música a� em cima, eu desejo um bom final de semana, bem relaxante, pra vocé e pra mim! ;)

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19.3.08

Hum...


Fomos comprar presentes de chocolate. Para a P�scoa, � claro!
E n�o poder�amos deixar de tomar um caf�zinho com as deliciosas bolachinhas embebidas em chocolate.

Comprei um dos meus doces favoritos da Kopenhagen : l�ngua de gato. Um cl�ssico da minha infência, junto com as balas de leite!
N�o � uma delícia?

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11.3.08

Seal: uma outra era minha

Quando soube que o Seal viria ao Brasil, logo veio � minha cabeça a �poca em que respond�amos aqueles questin�rios que todo mundo tinha no col�gio.

Era um caderno com cerca de 40 quest�es, cada uma numa folha, que vocé passava aos amigos e paquerinhas pra responder. "Qual o seu nome completo? Tem apelido? Quem s�o seus melhores amigos?" E assim por diante, at� chegar � parte de perguntas do tipo: "De quem vocé gosta? Deixe um recado pra mim." (Se for o meu paquerinha, por favor, por favor, diga que gosta de mim!) Aquelas coisas...

Enfim, e no meio dessas quest�es, tinha "Qual � a banda de música que vocé mais gosta? Que tipo de música vocé ouve? Qual � a sua música preferida?" Na minha �poca de 13 anos, o sucesso nas respostas era INXS, Roxette como bandas e a música Crazy, do Seal.

Com 13 anos, o que vocé faz? Segue a onda e depois corre atr�s do preju�zo: respondia essas mesmas coisas e depois, sa�a pesquisando pra descobrir quem era esse povo. Infelizmente, minha adolescência n�o teve muita música brasileira comercial e eu n�o fui muito ligada �s modinhas. Mas eu conheci o Seal e gostei! Ou�o bastante at� hoje e minha fissura agora � a MPB.

Pra relembrar uma outra fase da minha vida, at� iria ao show... Veja quando e onde teremos Seal no Brasil e saiba mais sobre ele (santa Internet, que facilitou o trabalho da mo�adinha, pra ficar por dentro da onda!):


Seal chega ao Brasil em mar�o para turn� em quatro capitais

O aclamado cantor brit�nico faz apresenta��es em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre

Filho de um nigeriano com uma brasileira, o cantor brit�nico esteve pela �ltima vez no pa�s em 1992 para participar da terceira edi��o do c�lebre festival musical Hollywood Rock.

Destaque nas paradas internacionais, Seal tem repert�rio predominantemente de músicas dan�antes e baladas rom�nticas. Al�m de conquistar o p�blico em v�rias partes do mundo, o int�rprete tem ganhado reconhecimento da crítica. Recentemente, ele foi indicado ao Grammy 2008 na categoria de melhor performance vocal masculina com a can��o Amazing. A can��o est� no seu mais recente �lbum System, considerado o mais �dan�ante� de sua carreira. Em 1996, o artista ganhou tr�s pr�mios Grammy nas categorias melhor disco, can��o e cantor com a música rom�ntica Kiss From A Rose � música tema do filme Batman Forever.

O cantor come�ou a carreira se apresentando em bares e clubes londrinos, mas s� ganhou reconhecimento no cen�rio mundial em 1990. Entre suas can��es mais conhecidas est� Crazy, solo do primeiro �lbum auto-intitulado Seal, que garantiu ao artista grande proje��o internacional e o colocou nas principais paradas da música mundial.

Seal tem 45 anos e � casado com a badalada modelo alemã Heidi Klum com quem tem dois filhos. O casal figura entre os mais badalados do momento.

Agenda de shows
:: São Paulo: dias 26 e 27 de mar�o, �s 21h30, no HSBC Brasil
:: Rio de Janeiro: 29 de mar�o, �s 22h, no HSBC Arena
:: Curitiba: 1 de abril, �s 21h, no Teatro Positivo
:: Porto Alegre: 3 de abril, �s 21h, no Pepsi On Stage

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9.3.08

Menos � mais



Com certeza a propaganda das Havaianas ficou a cara da gente. Neste comercial, Havaianas fala da simplicidade, autenticidade e alegria de viver do brasileiro - valorizando o jeito todo especial do povo e da própria marca, reconhecida no mundo todo como sin�nimo de brasilidade. A presença de um artista famoso, caracter�stica da campanha da marca, desta vez se d� na locu��o, com a voz inconfund�vel do ator e cantor carioca Evandro Mesquita.

O comercial tem vers�es de 60" e 30". O filme com 1 minuto � veiculado nas emissoras a cabo e nos cinemas. O v�deo a� de cima � o da TV aberta. O texto do comercial de 1 minuto fica assim:

"EU QUERO MENOS...

MENOS PREOCUPA��O.
MENOS FORMALIDADE.
MENOS NUVENS NO C�U.
MENOS ROUPA.
MENOS ENCANA��O.
MENOS SE LEVAR A S�RIO DEMAIS.
MENOS ESCRIT�RIO.
MENOS CARA FEIA.
MENOS DESPERTADOR DO LADO DA CAMA.
MENOS FALTA DE TEMPO.
MENOS RESOLVER TUDO POR EMAIL.
MENOS CHAPINHA.
MENOS DIST�NCIA.
MENOS COMPLICA��O.

AH, EU QUERO MENOS PRA MIM...
E QUER SABER? EU DESEJO O MESMO PRA vocé".

As leg�timas sempre arrasam, n�!?
Tudo que eu quero nesse momento � a simplicidade das coisas e continuar com as minhas Havaianas no p�. Momento oportuno para publicar esse post.

Que a nossa semana comece com o p� direito! ;)

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3.3.08

Cada um d� o que tem

Como bem diz minha m�e, écada um d� o que tem� e a gente sempre acaba por conhecer as pessoas verdadeiramente. Cedo ou tarde vocé reconhece quem s�o e como s�o realmente cada uma das pessoas que te cercam � ou n�o te cercam.

S�o histórias que vocé ouve aqui e acol�; s�o atitudes que as pessoas tomam quando n�o pensam estarem sendo observadas; s�o a��es na hora do �vamos ver�, que mostram o que as pessoas têm mesmo a oferecer. De melhor e de pior, cada um d� o que tem.

Ando vendo muita gente mal-humorada, desanimada, de mal com a vida, sem conseguir enxergar o lado positivo das coisas. N�o sei bem o que vem acontecendo, mas acredito que eu esteja muito sens�vel a tudo e vendo tudo de uma forma bem negativa. Erro meu tamb�m acreditar que possa julgar alguma coisa ou alguém. Mas na verdade, estou tentando mesmo � entender o que se passa na cabeça das pessoas e est� muito difícel.

Acho que n�o ando dando o melhor de mim pra ningu�m e por isso, fechada em uma conchinha, estou vendo o lado ruim de muita gente. Parece que ningu�m est� feliz com nada; nada � o suficiente; todos querem tirar vantagem de tudo � n�o há doa��o, n�o há muitas palavras amigas, a convivência se torna uma obriga��o �s vezes.

Os mais prôximos se tornam mais distantes. E vice-versa. Adoro conversar com quem n�o conheço: um cliente, o gerente do banco, uma senhora na fila da lot�rica, uma m�e no supermercado. Porque essas pessoas n�o acham que podem se sentir � vontade pra te tratar mal � a educa��o continua valendo para um estranho. Ele n�o tem liberdade para n�o responder a uma pergunta inocente sua e tamb�m n�o se sente na obriga��o de te tratar bem. Ele o faz porque � assim, porque tem outra realidade diferente da sua e nem sabe disso.

Ultimamente estou meio desacreditada em rela��o ao ser humano. Triste, n�o sei o que fazer para reparar erros do passado e muito pior: as faltas de di�logo do presente. Para n�o errar de novo, me calo. Para n�o magoar, guardo comigo. Para ter menos desaven�as, finjo que n�o vejo a indiferen�a.

�... A vida est� difícel. Cada um d� o que tem. Eu pretendo continuar oferecendo meu sorris�o, mesmo que seja para disfar�ar meus sentimentos.

(Desculpem-me e n�o se preocupem. Aqui � onde posso desabafar e ser quem sou. N�o tenho o dia todo pra ficar triste � passou assim que o post foi publicado.)

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14.1.08

Sauda��es pra quem tem coragem

E eu achando que a fase de casamentos tinha acabado... Mais uma leva de amigas resolve "contrair bodas" neste ano de 2008.
Boas not�cias que comprovam que estão felizes! PARAB�NS!!!

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7.1.08

F�rias: do Natal ao R�veillon. E al�m

Meus presentes de Natal, abaixo. Foram todos perfeitos. Thanks, Baby.
O livro foi comigo para a praia (olha que mar azul, que dia lindo!!) e assim que eu terminar de ler, posto meus coment�rios sobre ele aqui. E olha nós no R�veillon, em Riviera de S�o Louren�o: pretinhos!
Pois bem... Ando meio monossil�bica para escrever porque ainda estou meio pregui�osa. Depois de ficar uma semana inteirinha sem olhar para o computador, sem acessar a Internet, sem saber de not�cias que n�o fossem aquelas ouvidas na TV da pousada entre um cochilo e outro, � duro voltar ao ritmo. E na verdade, eu nem quero acelerar tanto logo na primeira marcha.

Voltamos da praia e logo de cara tivemos que tomar algumas atitudes bem s�rias para desembara�ar o n� que ardia no meu estêmago: comunica��o � a alma do neg�cio e deixar decis�es s�rias para depois nem sempre � a melhor solu��o � acho que n�o � nunca mas, vai saber... Mas, voltando: deu certo. E parece que 2008 começa bem mais leve.

As coisas v�o voltando ao normal, com um novo astral. Eu nem acredito muito nisso de virada de ano, de mudan�a de atitudes s� por causa de uma data mas, parece que est� funcionando!

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3.1.08

Ano Novo com todos os pingos nos is

Sol na praia, amigos na virada, beijos no primeiro minuto.
Uma irm� ao meu lado.
M�os dadas, 7 ondinhas, fogos de artif�cio, cerveja para Iemanj� e promessas sem respostas (por enquanto).

E n�o � que 2008 come�ou resolvendo muitos problemas de 2007?
E al�m de tudo, muita anima��o e boas novidades.

Vamos começar o ano!!!!
(Amanhã come�o de verdade aqui no blog. Hoje foi s� pra dar um oi e mostrar meu bom astral, RE-NO-VA-DO!!!)

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4.12.07

Que tal um caf�?


Sabe aqueles dias que a gente precisa espairecer?
Ent�o... Quando eu tenho a oportunidade, "fujo" para um caf� � pode ser na padaria, na cafeteria, no shopping. Em qualquer lugar que n�o seja o usual. S� pra ver outras coisas, outras pessoas, outras paisagens.
Hoje � um dia que, se eu pudesse, daria essa escapadinha...

E a�, fico sabendo que a Bella Gula, uma cafeteria / confeitaria / gelateria, tem promo��o pra ganhar essas lindas canequinhas a� em cima. � uma pena que eu n�o esteja perto de nenhuma filial, viu? Sen�o, seria a desculpa perfeita!

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2.12.07

No clima

Minha m�e montou sua LINDA �rvore de Natal:
Como todo ano, � �poca de enfeitar a casa e preparar-se para o Natal. � nessa �poca tamb�m que sinto mais saudade de minha infência, quando tudo era bom, quando era s� esperar o Papai Noel, quando n�o havia preocupa��es. Enfim... Como esse tempo n�o volta, o Natal sempre � bom porque tenho meus sobrinhos, que ainda esperam o bom velhinho.

Por sinal, al�m do enfeite no detalhe, trouxe para meus sobrinhos, da Alemanha, o Calend�rio do Advento. � assim: l�, há o costume de as crianças esperarem o dia do advento, contando os dias em um calend�rio especial. O que significa que, em cada dia, desde 1 at� 24 de dezembro, neste calend�rio, há normalmente um chocolate ou um pequeno presente. Trouxe a tradi��o pra c� e na minha opini�o, � um baita exerc�cio de disciplina � porque eu iria querer abrir todos os dias de uma s� vez. Me parece que eles v�o seguir as instruções que eu expliquei: um dia de cada vez, at� o Natal!

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22.11.07

Uvas no quintal

Margarida � uma pessoa que tem mãos para plantar. Foi ela quem pegou um pauzinho seco de nossa antiga parreira e "enfiou" na terra. Deste pauzinho seco, fez-se uma nova muda e voltamos a ter uma parreira de uvas em nosso quintal. Agora, elas estão assim, verdinhas ainda. Mas como tem muita gente que passa daqui pra l�, de l� pra c� no nosso quintal, estamos de olho para que elas consigam ficar maduras antes que alguém "bique".

Vendo como a parreira est� ficando bonita, lembrei-me da f�bula de Esopo e, para ilustrar o que � comum dentre muitas pessoas, vou reproduz�-la aqui (retirado do magn�fico e rar�ssimo livro de minha m�e � "F�bulas de La Fontaine" �foi ele quem reescreveu muitas das f�bulas de Esopo):

A Raposa e as Uvas

"Certa raposa, quase morta de fome, viu, no alto de uma parreira, umas uvas que pareciam maduras. De bom grado as comeria, mas, como n�o podia alcan��-las, disse:
� Est�o verdes, n�o prestam, s� os c�es as podem tragar!
Eis, porém, que cai uma folha. Pensando que era uma uva, mais do que depressa volta o focinho.
E quantos s�o assim na vida: desprezam, desvalorizam o que n�o podem conseguir. Mas basta uma pequena esperan�a, uma m�nima possibilidade para que virem, como a raposa, o focinho. Olham � volta, que v�s os encontrareis em grande quantidade."

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7.11.07

A verdade escrita

Lendo a Revista Bravo do m�s de outubro (sim, estou atrasada com minhas leituras mensais), que est� �tima, diga-se de passagem, li um artigo de Jo�o Gabriel de Lima muuuito bom, falando sobre os novos escritores, a blogosfera, a atual realidade da literatura � o escrever sem se preocupar em quem exatamente vai ler. E mais: os escritores de hoje que assumem a �nica profiss�o de escritor. Ele, Jo�o Gabriel, � escritor e tamb�m jornalista. Como muitos outros têm outras profiss�es al�m de escrever.

Enfim... Se tiver a oportunidade, leia. Antes do artigo, há uma mat�ria sobre os escritores dos anos 00 e nos fala dos �cones dos anos 80 (Marcelo Rubens Paiva, com "Feliz Ano Velho") e 60 (Fernando Sabino, com "O Encontro Marcado"). A questão �: quem � o escritor da nova gera��o? E o que ele vai registrar como sendo desta gera��o?

Voltando: lendo o artigo, achei a opini�o do final o máximo:

"Escritores s�o ladr�es de histórias e id�ias alheias, mas �s vezes prestam cr�dito."

(Eu n�o me considero escritora mas sempre achei que tudo que escrevo � uma c�pia de alguém, uma vivência de alguém. Por isso, nunca levei muito a s�rio essa história de ser a dona da história. Porque nunca sou. E achei alguém que concorda comigo!!!)

Nossa... Surtei demais na divaga��o dessa vez? :P

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2.11.07

Um abra�o apertado...

Aqui retorno eu ao lar Brasil!

E o que posso dizer � que estar tr�s horas antes no aeroporto de Amsterdam, ter 12 horas de v�o, mais tr�s horas no aeroporto (entre free-shop e comidinhas, al�m de resolver se ia pra casa de avi�o, de �nibus ou a p�) e mais 4 horas de estrada, num �nibus que parecia ter poltronas imensas para dormir (a experiência de um avi�o � traumatizante em termos de espa�o), totalizando quase 24 horas de viagem, foi SUPER reconfortante quando vi minha m�e de olhinhos brilhando com l�grimas e quando ganhei aquele abra�o t�o esperado...

Meu lugar � aqui. Por mais que o mundo tamb�m sempre tenha seu lugar no meu cora��o.

Agora senta: porque eu vou começar a contar TUDO que vi, que vivi, que presenciei e adorei na Europa. Nossa viagem est� s� começando!

Que bom que � voltar a escrever!

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28.9.07

Para gostar de ler

Nos �ltimos tempos ouvi mais de uma pessoa dizendo que acompanha os livros que leio, aqui no blog e que, atrav�s da minha "resenha" (gente... O que escrevo n�o chega nem perto de uma resenha mas, enfim...) acaba por se interessar pelo livro.

Fico muito feliz e muito lisonjeada por influenciar positivamente na leitura dessas grandes amigas. Pra falar a verdade, acho uma delícia, quando as encontro, que discutamos o livro, que falemos, de uma certa forma, de "cultura".

No caso, pra mim, cultura � n�o reclamar da vida, � falar de arte, � discutir opini�es. S� por isso esse blog, no meu ponto de vista, � um sucesso: porque ele me faz bem e chega a fazer bem a outras pessoas (nesse sentido cultural, � claro)! ;)

E a�, passeando pela Internet, encontrei algo que talvez possa ajudar um pouco mais na leitura de tantos livros que existem para serem devorados: OS MANDAMENTOS DA LEITURA. Eu gostei! Olha s�:

"Na opini�o do escritor Alberto Mussa, o candidato a devorador de livros deve praticar 10 mandamentos para dedicar-se � literatura.

I � Nunca leia por hábito: um livro n�o � uma escova de dentes. Leia por v�cio, leia por dependência qu�mica. A literatura � a possibilidade de viver vidas m�ltiplas, em algumas horas. E tem at� finalidades príticas: amplia a compreens�o do mundo, permite a aquisi��o de conhecimentos objetivos, aprimora a capacidade de express�o, reduz os batimentos card�acos, diminui a ansiedade, aumenta a libido.

II � Comece a ler desde cedo, se puder. Ou pelo menos comece. E pelos cl�ssicos, pelos consensuais.

III � Nunca leia sem dicionário. As palavras nunca s�o escritas por acaso.

IV � Perca menos tempo diante do computador, da televis�o, dos jornais e crie um sistema de leitura, estabele�a metas. Se puder ler um livro por m�s, dos 16 aos 75 anos, ter� lido 720 livros. Se, no m�s das f�rias, em vez de um, puder ler quatro, chegar� nos 900. � raz�o de um por semana, alcan�ar� 3.120. Com a m�dia ideal de tr�s por semana, ser�o 9.360. � importante escolher bem o que vocé vai ler.

V � Fa�a do livro um objeto pessoal, um objeto �ntimo. Escreva nele; assinale as frases marcantes, as passagens que o emocionam.

VI � N�o se deixe dominar pelo complexo de vira-lata. Leia muito, leia sempre a literatura brasileira.

VII � Prefira a literatura brasileira, mas fa�a viagens regulares. Das letras europ�ias e da Am�rica do Norte vêm a maioria dos nossos grandes mestres. A literatura hispano-americana � simplesmente indispens�vel.

VIII � Tente evitar a repeti��o dos mesmos g�neros, dos mesmos temas, dos mesmos estilos, dos mesmos autores. A grande literatura est� espalhada por romances, contos, cr�nicas, poemas e pe�as de teatro. Nenhum g�nero �, em tese, superior a outro. N�o se preocupe com o conceito de g�nero: história, filosofia, economia, etnologia, mem�rias, reportagens, auto-ajuda, viagens, etc.

IX � A vida tem outras coisas muito boas. Por isso, n�o tenha pena de abandonar pelo meio os livros desinteressantes. O leitor experiente desenvolve a capacidade de perceber logo se um livro ser� bom ou ruim.

X � Forme seu próprio c�none. Se n�o gostar de um cl�ssico, n�o se sinta menos inteligente. N�o se intimide quando um especialista diz que determinado autor � um g�nio e que o livro do g�nio � historicamente fundamental. O fato de uma obra ser ou n�o importante � problema dos cr�ticos e escritores. N�o leve nenhum deles a s�rio; n�o leve a literatura a s�rio e fa�a o seu próprio dec�logo: nesse momento, vocé ser� um leitor."

Fonte: Revista Entre Livros, edi��o n�. 27, julho de 2007, p�gs. 48/49.

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20.7.07

Homens s�o de Marte...

... Mulheres s�o de Vênus!


� esquerda, Marte � o quarto planeta do Sistema Solar. � direita, Vênus � imagem capturada pelo Telesc�pio Espacial Hubble em janeiro de 1995.

Abaixo, nosso Planeta, visto � noite, fotografado pela Nasa, de alguma maneira.

No fim, viemos todos do mesmo lugar... E vamos todos virar o mesmo p�!
E eu estou me tornando uma filósofa lunática!


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18.7.07

O comandante do acidente da TAM

Antes de tudo, um pai, um amigo, um �tio� das amigas, um cara muito bem humorado e um ser humano competente e extremamente respons�vel.

Henrique Stephanini di Sacco era pai de uma amiga. O comandante que estava � frente do v�o JJ 3054, da TAM, que vinha de Porto Alegre, com pouso previsto em Congonhas, ontem � noite, era um pai pra l� de legal, um �tio� que sempre adorava todas as amigas da filha e participava de suas vidas.

Agora, seria av� de seu primeiro neto. Gostava de plantas, curtia a família, batalhava para continuar pilotando, depois de 20 anos de experiência na Transbrasil, que faliu e demitiu todos os seus funcion�rios (ou quase isso). Virou palestrante e ensinava as pessoas que � fácil viver, �Sem medo de voar�. Queria escrever um livro. E teria muito pra contar: viajou o mundo todo, viu gente famosa, amava sua profiss�o.

Era um cara muito simples, que se interessava pelas pessoas, se preocupava com elas e extremamente engra�ado: trocava de prop�sito o nome do meu pai, Hugo, por Ivo � s� pra deixar a filha constrangida � tudo na goza��o. Simpatic�ssimo, com seus grandes olhos azuis, careca, cabelos brancos e um sorriso no rosto. Novo para ir, respons�vel demais pra brincar com coisa s�ria. Amava demais sua família.

Quando recordo, o que me vem � mente s�o seu sorriso e seus prazeres simples na vida. Tendo uma profiss�o t�o cheia de glamour (pelo menos há algum tempo atr�s), poderia ser muito menos do que era: humilde, sempre mostrou ser grande. Uma �tima pessoa para conviver e se espelhar.

N�o podemos escolher a nossa hora � se pud�ssemos, tenho certeza que querer�amos ir antes dos nossos entes queridos. A família que fica � quem sofre: ser� mais fácil culpar quem n�o pode se defender. Eu n�o acredito nem por um segundo que o �tio� Henrique teria titubeado. A gente sabe disso. E n�o d� pra esquecer a crise a�rea que o Brasil vem passando; a reforma da pista do aeroporto, que est� escorregadia; o mau tempo que deveria ter fechado o aeroporto � "cr�nica de uma morte anunciada".

Ele deixa sua esposa, a filha e seus dois filhos, uma nora e seu beb�. Al�m de todos os amigos de seus filhos, que adotou. Al�m de todos seus amigos e família. Al�m de todo o seu sorriso � que ser� sempre lembrado.

Sem medo de voar, o c�u agora � dele para sempre!

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29.6.07

Post Secret

(PostSecret is an ongoing community art project where people mail in their secrets anonymously on one side of a homemade postcard.)

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27.6.07

T� difícel...

"Escrever � sempre esconder algo de modo que mais tarde seja descoberto."

Talvez seja por isso que n�o ando escrevendo: nada para esconder, tudo para revelar. Sem inspira��o para colocar em palavras o que se passa na minha cabeça.

E o que ser� mesmo que se passa na minha cabeça?
Estou em alfa, talvez...

Mas uma hora eu volto!
Assunto tem, falta comprometimento com o ato de escrever ultimamente....

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2.6.07

Viajar � preciso

Na minha opini�o, existem duas categorias principais de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. (�rico Ver�ssimo)

Na minha opini�o, �rico Ver�ssimo tem toda a raz�o. Mas de qualquer maneira, fugindo ou buscando, a gente sempre se encontra nas viagens que faz.

Digo isso porque j� fiz viagem para fugir � e foi quando mais me encontrei: n�o tive como fugir de mim mesma, de todas as decis�es, de todas as conversas que sempre deixava para depois. O tempo da viagem abriu meus olhos e tamb�m me doeu muito. Foi uma liberta��o dolorida: fugindo, encontrei muitas respostas.

As viagens em que busquei coisas, respostas, amigos, vivências, foram as mais inesperadas. Sempre foi assim. Pra essas, eu nunca e sempre estou preparada. Qualquer coisa pode acontecer � porque vocé est� aberto para isso. Nessas viagens os olhos têm outra vis�o de tudo, de todos. O cotidiano deixa de acontecer: tudo � novo, tudo � poss�vel. Eu amo isso e duvido qe exista alguém que n�o goste.

Agora estamos de novo com uma viagem a chegar: j� fa�o planos para a minha viagem em outubro. Lugares a ir, para apresentar a Europa ao Marcelo, grandes amigas pra visitar (e que j� estão organizando tudo para nossos festejos por l�).

Essa expectativa � a melhor parte de tudo! Hoje vamos tirar um tempo pra gente, pra namorar mapas, estudar guias de turismo, fazer planos. N�o � bom?

Eu sugiro que vocé fa�a o mesmo: planeje. Mesmo que n�o seja para agora, � bom ter cartas na manga, saber o que quer, mesmo sem saber o que busca. As coisas vêm para as pessoas que tem mente e peito aberto!

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25.5.07

Preste aten��o: meu frio tem mais flores

Sabe aquela poesia linda, "Can��o de Ex�lio", de Gon�alves Dias?
"Nossa terra tem mais flores, Nossos bosques têm mais vida, nossa vida [�] mais amores"

Ent�o... No meu caso � assim: meu frio tem mais flores!
Na porta de casa, temos essa floreira (veja as fotos abaixo) com v�rias cores da flor "onze horas". Al�m delas, note tamb�m outras flores e o c�u super azul (n�o � Photoshop!). Acho essa �poca a mais linda do ano pra fazer frio: tem cor!!

E o frio � uma delícia! D� esse ar rom�ntico que eu adoro! D� essa vontade de pegar estrada, vontade de fazer algo diferente, de curtir o tempo, de se arrumar, de ficar bonita.

O frio � lindo. Com as cores das flores, melhor ainda!


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13.5.07

O número nove

�Nove�, disse o professor, estudioso de l�nguas e historiador. �E esse número n�o � um acaso. O nove � um algarismo simb�lico, em muitas l�nguas europ�ias apresenta semelhanças com a palavra novo. Em portugu�s nove e novo. Em espanhol, nueve e nuevo. Em franc�s, neuf e neuve. Em ingl�s, nine e new. Em italiano, nove e nuovo. Em alemão neun e neu. Nove significa, por isso, a transi��o do velho para o novo. Foram nove os primeiros templ�rios, os cavaleiros que fundaram a Ordem do Templo, os que estão na origem da Ordem portuguesa de Cristo. Foram nove os mestres que Salom�o enviou � procura de Hiram Abbif, o arquiteto do Templo. Dem�ter percorreu o mundo em nove dias � procura da filha Pers�fone. As nove musas nasceram de Zeus por ocasi�o das nove noites de amor. S�o precisos nove meses para o ser humano nascer. Por ser o �ltimo dos algarismos singulares, o nove anuncia em simult�neo e nessa seq�ência, o fim e o princ�pio, o velho e o novo, a morte e o renascimento, o culminar de um ciclo e o come�o de outro, o número que fecha o c�rculo...�

Do livro portugu�s O C�dex 632, que ainda estou lendo. Muito bom. Assim que conseguir o tempo pra terminar de ler, escreverei sobre ele. Achei interessante essa an�lise sobre o número nove, principalmente porque foi o dia em que nasci. Coincidências � parte, gosto desse número e creio que faz sentido!

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8.5.07

Dez coisas para refletir

"Dez coisas que aprendi com o passar tempo. Dez coisas que levei anos para aprender "
(Por Lu�s Fernando Ver�ssimo)

1. Uma pessoa que � boa com vocé, mas grosseira com o gar�om, n�o pode ser uma boa pessoa. (Esta � muito importante. Preste aten��o. Nunca falha.)
2. As pessoas que querem compartilhar as vis�es religiosas delas com vocé, quase nunca querem que vocé compartilhe as suas com elas.
3. Ningu�m liga se vocé n�o sabe dan�ar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo � a fofoca.
5. N�o confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstências, tome um rem�dio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se vocé tivesse que identificar, em uma palavra, a raz�o pela qual a ra�a humana ainda n�o atingiu (e nunca atingir�) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuni�es".
8. H� uma linha muito t�nue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam vocé de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solit�rio construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

(Recebi pelo Orkut. Concordo em g�nero, número e grau com tudo que ele levou tempos para aprender - na verdade, acho que levou tempo para assimilar, j� que a gente sabe de tudo isso mesmo sem saber ou querer saber...)

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23.4.07

Saia Justa, de Salto Agulha e sem vergonha

A Karina, minha grande amiga do Salto Agulha, assistiu ao programa Saia Justa no sábado e acabou por ME colocar numa saia justa: escreveu um texto fenomenal (o que � normal, � claro) e colocou todo mundo a discutir sobre o que temos ou n�o vergonha � mas, falar sobre isso d� vergonha!

Desafio: assumir seus medos e inseguranças d� vergonha; escrever aqui pra todo mundo ler tamb�m d� muita vergonha. Mas n�o há o menor pudor da gente em elogiar, em querer bem. E, por muito amor que sinto por essa linda pessoa que � essa loira, vou assumir minhas pequenas vergonhas e minhas faltas de vergonhas:

Morro de vergonha:
- Da minha falta de coragem, muitas vezes, de tomar certas atitudes, de falar o que venho ruminando há tempos;
- Quando sou grosseira com alguém indevidamente e s� percebo depois que j� fiz;
- De �sapatear� (ter um monte de coisas pra fazer e n�o conseguir sair do lugar, �s vezes);
- De colocar biqu�ni;
- De cair (sou mestra!);
- De quando escrevo sobre sentimentos (mas estou tentando passar por isso!);
- De ser elogiada;
- Dos meus foras fenomenais...
(par�nteses de s� um deles: na semana passada, dei um fora de matar de vergonha � como trabalho em casa, um cara veio conversar com meu pai e o jardineiro veio me avisar. Eu disse a ele: �diga que meu pai n�o est� � e n�o estava mesmo � e nem pense em falar que eu estou aqui!� � sen�o, o cara ia querer conversar comigo, em pleno hor�rio de almo�o. S� que, na hora que eu estava falando tudo isso para o jardineiro, que � meio surdo � ou seja, eu falava em alto e bom som �, o cara j� estava chegando na porta da minha casa, onde eu estava. Me ouviu!!! Sa� correndo pra dentro de casa e n�o sa� de l� at� a hora que ele foi embora! O pior � que nesse meio tempo, meu pai chegou e o convidou pra entrar e conversaram durante horas... � Eu quis MORRER de vergonha!!! � esse � s� um deles, viu!?)
- Ih! Tem tanta coisa...

N�o tenho a menor vergonha:
- De sorrir pra todo mundo;
- De pedir pra me explicarem o que eu n�o sei;
- De trabalhar (desde o bra�al at� o intelectual � na verdade, tenho muito orgulho!);
- De assumir meu lado perua, quando d�.
- Ih! Tamb�m tem tanta coisa... Mas acho que j� d� pra ter uma id�ia!

* Key, querida!
Que desafio, hein!?
O mais difícel � parar a lista! ;)
Um beijo!*

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21.4.07

A boa e velha língua portuguesa

Vai mudar!!!

Eu sou neurítica por portugu�s. Sempre corrigi todo mundo e sempre odiei minhas falhas com a l�ngua, pegas no ato por amigos que me conhecem muito bem!

Minha maior tara � pela crase - na maioria das vezes, mal utilizada. E agora, vejo que fica cada vez mais prôximo o dia que estarei defasada: o Acordo Ortogr�fico da L�ngua Portuguesa de 1990 exclui a trema de nosso vocabul�rio; parox�tonas terminadas em "o", n�o ter�o mais circunflexo; o acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras parox�tonas tamb�m n�o existir�o mais.

Leia tudo aqui: "V�o seq�estrar o trema!"

Quando vai entrar em vigor, eu n�o sei. Mas j� estou me sentindo uma vov�zinha! Como minha tia-av�, que tem seu nome escrito com PH: Ophália! Fora de moda, n�!? Mas eu acho lindo!

Agora, como ser� escrever sem os acentos que aprendi a usar quando era pequena? Considero imposs�vel! Isso j� est� enraigado em mim!

Minha l�ngua m�e quer me deixar a ver navios... Ser� que precisamos descobrir novos mares, como os portugueses?

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